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25/06/16

Sabe se o chip do seu cão está registado no SIRA? Verifique!

Sabia que há chips que não estão registados no SIRA (Sistema de Identificação e Recuperação Animal)? 

Quando soube disto nem queria acreditar. Parece que por vezes, por falta de informação ou simplesmente por falha no sistema isto pode acontecer. Assim, embora chipado o cão, os dados de quem cuida dele não estão registados na base de dados do Sira. Ora, isto complica-se quando se perde um cão e ao pensar que está chipado, na verdade o chip não está registado em nome de ninguém...

Felizmente, pode verificar atualmente no site do SIRA a inscrição do seu cão (ou gato).

Para tal é apenas necessário que tenha consigo o número do chip, que é sempre composto por 15 dígitos numéricos. e verificar no site do SIRA aqui: http://www.sira.com.pt/?page_id=13572 

Trata-se de um serviço de pesquisa que indica apenas a existência ou não do animal na base de dados, sem libertação de qualquer informação reservada. 

De qualquer forma a primeira coisa que fui fazer foi ver o chip da minha Pepita e está registada.
Faça o mesmo e verifique o chip do seu mais que tudo.



08/02/16

A cadela que nunca comeu de uma taça

A Pepita nunca comeu de uma taça!
E porquê? Porque a meu entender comer de uma taça é um desperdício. As taças apenas servem para colocar água. A comida prefiro colocar em brinquedos de comida como os Kongs, ou outros brinquedos. 

Se o seu cão é um verdadeiro aspirador, também será boa ideia trocar a taça pelos brinquedos dispensadores de comida, ou taças com relevos/labirintos por forma a que coma mais devagar. Não é de todo aconselhável deixar que o cão engula de um trago a comida.  

Também gostamos de ir "jantar fora" e dar a comida a mão durante os passeios como forma de recompensa, ou espalha-la na relva para que se possam entreter à procura dos grãos de ração com o nariz. Maneiras ótimas de enriquecer os passeios e de reforçar comportamentos desejados, como quando escolhem olhar para nós em ambientes com muitos estímulos ou quando andam ao nosso lado sem puxar na trela. Tal como faço isto em casa com a minha Pepita, recomendo imensas vezes às famílias que nos pedem pet sitting ou para passear o cão que façam o mesmo. Já perdi a conta aos cães que ganharam um brinquedo dispensador de comida por nossa sugestão. (Ainda bem!)

Tal como nos diz o treinador  Patrick Rocha"As atividades de estimulação mental ajudam a prevenir o desenvolvimento de problemas comportamentais como destruição, obsessivos compulsivos, ansiedade por separação e até mesmo agressividade, permitem ainda manter o cérebro do seu companheiro exercitado, facilitando a aprendizagem de novos comportamentos e diminuindo a probabilidade do aparecimento de Disfunção Cognitiva Canina (“Alzheimer canino”) no cão sénior."

Os cães gostam de desafios e gostam de ter coisas para fazer. 
Tal como nós gostamos de os ver brincar e entretidos (com as coisas certas, não com a nossa mobília..). Se o seu cão costuma comer numa taça, sugerimos que experimente dar-lhe a comida de uma forma mais interactiva. Depois diga-nos o que achou :)
Colecção de brinquedos de comida da Pepita antes de ir para o congelador para aumentar a dificuldade.


Na loja do cão encontram uma excelente colecção de brinquedos onde se pode colocar comida (muitos já fazem parte da minha coleção): https://www.lojadocao.pt/alimentacao/dispensadores 
Escolham o brinquedo que for ideal para o vosso cão. Há cães que adoram roer e são mais destrutivos, há outros que preferem brincar e atirar ao ar. Cada cão tem a sua forma preferida para brincar/usar estes brinquedos.

Vejam um review super completo da Dra. Teresa Umbelino da ABComportamento dos mais diferentes brinquedos aqui:



Consegue decidir qual gosta mais? se for como eu.. vai gostar de vários!! (e vai acabar por ter vários!)

01/06/15

Cães mordem crianças - de quem é a culpa afinal?

Quando um cão morde a culpa será do cão? 
Será que sabemos ouvir o que o cão nos está a dizer?

77% das mordidas a crianças são de um cão da família ou de um amigo.

Saiba como prevenir e baixar este número. Veja mais em: stopthe77.com

A Dra. Sophia Yin, Médica Veterinária especialista em comportamento com um trabalho vasto e reconhecido escreveu um artigo, muito bem ilustrado, bem interesante sobre como as crianças devem ou não interagir com os cães.

Esta informação é muito importante. Sugerimos que imprimam os posters, ofereçam, partilhem!

Acidentes acontecem mas podemos fazer o que estiver ao nosso alcance para evita-los.

http://drsophiayin.com/blog/entry/kids-and-dogs-how-kids-should-and-should-not-interact-with-dogs



29/04/15

Schumi - podemos apertar com festas e beijos podemos?

Este é o nosso amigo Schümi. E dá vontade de apertar e dar beijos... Verdade!

O Schumi é um cão feliz, boa onda e descomplicado! Adora festas, passear, dormir e curtir a sua vida boa de cão :)

Quando conhecemos o Schumi descobrimos que ele aspirava a comida em 3, 2,.. Já está!
Muito rápido! Então sugerimos tornar as refeições mais longas e interactivas com um kong! 

O Schumi adorou o Kong e em pouco tempo já sabia como atirar ao ar para fazer sair a ração :) Foi um sucesso!

O kong passou a fazer parte da rotina do Schumi e nos pet sittings para além dos passeios também lhe preparamos os kongs. 

Uma verdadeira delicia ver o Schumi a comer do kong e saber que contribuímos para umas refeições mais animadas.







27/04/15

Depois de ver o Santi nunca mais somos os mesmos

Os cães são os nossos melhores professores e não há dúvida que a comunicação é a base de tudo. Temos tanto para aprender com os cães. 

As pessoas precisam tanto de entender que não há cães agressivos. Há sim cães com dor, medo ou stress que os levam a ter comportamentos agressivos para se fazerem ouvir. Cães que vêm na agressão a única forma de se ver livres daquilo que os atormenta. Felizmente há alternativas e podemos ensina-las aos cães.

No fim-de-semana de 25 e 26 de Abril, vi claramente como cães com historial complicado podem aprender a falar com outros cães. Tive oportunidade de  ver e ouvir o Jaime Vidal Guzman, conhecido como Santi, num seminário de dois dias totalmente dedicado ao tema da Agressividade Canina.

Fiquei deslumbrada com a forma como respeita os cães, como os ouve e os ajuda. Nunca tinha visto ninguém a tratar assim os cães e fiquei maravilhada. Um treinador verdadeiramente positivo. Uma verdadeira inspiração para mim.

Foi brutal conhecer o Santi e a Eli, a sua família de 4 patas e ter a oportunidade (e privilégio) de os ouvir a partilhar a sua experiência. Ver os seus vídeos tão elucidativos. 

Saber olhar, ler, ouvir e sobretudo saber gerir stress e medo. 
Desligar o complicómetro e focarmo-nos na solução e não no problema. 

Muita emoção entender como cães a quem nada de bom se previa para o seu futuro, com histórias de vida muito complicadas conseguem com a ajuda adequada viver uma vida muito mais tranquila e pacífica.

Sem dúvida um dos melhores seminários de sempre! 
Vou continuar a seguir esta dupla maravilhosa e recomendo que façam o mesmo.

Gracias Santi e Eli!

Não deixem de ler o artigo do meu colega e amigo Patrick Rocha sobre este seminário. 
http://www.patrickrocha.pt/post/uma-filosofia-de-treino
Não conseguiria transcrever tão bem como este seminário nos mudou. 

Não há dúvida de que depois de ver o Santi nunca mais somos os mesmos.
Conheçam o seu trabalho aqui: http://masqueguau.com/ 

Mais uma nota positiva ao meu amigo João Pedro, treinador da Mania dos Cães que trouxe o Santi a Portugal, mais à Petfun que acolheu o seminário nas suas instalações espectaculares!


Jaime Vidal "Santi"
Olhar, observar, ver...
Exercícios práticos
Sempre com muita ternura
Eli com a Fantástica Tana
Eu o Santi, a Mara Marques e o Patrick Rocha
Trabalhar e estudar muito sempre. Pepita Pequenita temos muito para aprender juntas <3


Um grupo fantástico nas instalações para-lá-de-fantásticas da Petfun em Coimbra,


22/04/15

Solução para cães que puxam na trela.

Se o seu cão puxa na trela trago-lhe boas notícias!
Troque esse peitoral, coleira ou estranguladora por este peitoral de prender a trela à frente no peito.

Como dog walker passam-me imensos cães pelas mãos que puxam na trela. Para estes tenho sempre na mala um peitoral destes que prendem a trela na frente, no peito do cão e sempre que puxam para a frente, são puxados para trás e deixam de puxar.

ver mais aqui na Loja do cão: https://www.lojadocao.pt/peitoral-sense-ation?search=peitoral

Quando vou na rua e vejo cães a passear pessoas e a puxar imenso, não resisto em sugerir um peitoral destes. A resposta invariavelmente à  mesma "ah ele com peitoral puxa mais", não se for um destes que prende a trela à frente.

Experimentem!
Palavra de dog walker.
(e de alguém que já passou pelo mesmo. Veja aqui)





21/04/15

Estranguladoras NÃO!!!

Odeio Estranguladoras.
Sim odeio mesmo. E sei do que falo.

A minha Pixie também puxava imenso na trela. Sei bem o drama do que é não conseguir passear o nosso cão que puxa imenso, que se esgana e que nos arrasta e dá esticões que parece que nos arrancam os braços.

Quando não sabia nada de cães também pus a maldita estranguladora de metal na Pixie. Algo que não me orgulho agora mas essencial para que hoje pudesse estar a escrever-vos. A Pixie puxava na mesma de estranguladora e continuava a descer a rua a esganar-se toda. Até ao dia que puxou de tal forma que me partiu uma estranguladora. Partiu. Fiquei com a estranguladora partida no fundo da trela e a Pixie a correr solta.... fui à procura de alternativa.

Felizmente a Pixie nem usou muito tempo estranguladora.
E eu decidi encontrar outra alternativa depois desse dia. treinei-a a andar ao meu lado com clicker e mais tarde descobri uns peitorais maravilhosos de prender à frente.

Hoje sei, porque estudei sobre o assunto, que as estranguladoras só funcionam quando causam dor suficiente para que o cão a queira evitar. Ou seja, se o seu cão usa estranguladora e continua a puxar na trela é porque você não o está a magoar o suficiente. Se não aleijar o suficiente o cão vai-se habituar à estranguladora, e vai continuar a puxar. Vai também arranjar lesões na traqueia e na coluna, e você vai continuar a dar cabo da saúde do cão e também da sua! Deixe de ser cruel e livre-se dessa estranguladora.




O que mais me custa é ouvir pessoas a dizer que não lhes dói, que é só um aperto, um toque, uma chamada de atenção... (Ai gente bruta que não quer entender!!)  Dói sim. Se não doesse não funcionava nos cães.

Repito: Estranguladoras só funcionam quando dói e o cão não puxa na trela porque não quer sentir e quer evitar a dor provocada pela estranguladora.

Se querem usar estranguladoras ao menos aprendam a única foram que esta deve ser usada no vídeo em baixo.

Felizmente existe solução e qualquer cão pode aprender a caminhar na trela.
Para além de treino (force-free training) pode já mandar essa coleira fora e mandar vir um peitoral destes de prender a frentehttps://www.lojadocao.pt/peitoral-sense-ation 

Párem de enforcar os cães! Pode ser?

Fico muito feliz sempre que consigo que um cão deixe de usar estranguladora.
Já foram alguns desde que criei a trela :)

04/04/15

À procura do ovo da Páscoa?

Parece que a Pepita andou à procura do ovo da Páscoa! Não acham?

Feliz Páscoa para todos!



(Atenção: Deixem esses ovos de chocolate longe dos cães que chocolate pode ser fatal para os cães!!) 

02/04/15

Pet sitting XXL

O Borba - Rafeiro Alentejano


Já há 3 anos que tomo conta do Borba e não quero deixar de partilhar convosco a alegria que é sentir-me parte da família desta família.

Fazer parte da família é receber uma mensagem da Mãe do Borba a dizer "Miriam, preciso de falar consigo com urgência". Ai aconteceu alguma coisa ao Borbinha! - pensamos logo de coração apertado. Mas felizmente não... há uma promoção imperdível para uma viagem daqui a uns meses e a Mãe do Borba só marca viagem depois falar comigo. Faz-me sentir uma mãe, a autorizar a filha (que é maior e vacinada) a viajar, porque podemos tomar conta do Borba :)

...e fico sempre tão contente quando sei que vou matar saudades do meu literalmente-maior-amigo da trela!

<3<3<3
Quando conheci o Borba há três anos ela já tinha 9 anos, e já era velhote. Este ano já vai a caminho dos 12 anos e é mais uma prova de que mimo nunca é de mais. Que cães mimados são felizes. E quem diga que não se deve mimar  os cães não sabe do que fala... (Mimo só não é bom quando reforça comportamentos que não são adequados/desejados num cão.)

O Borba é um pequeno príncipe em sua casa e tem direito a mimos XXL! Para nós, duas mãos não chegam para dar todas as festas que este gigante feito de açúcar merece.
O tempo passa e os mimos vão ficando cada vez mais gourmet!  (Adoro!) Para além da dose diária de massinha de frango com ração, o borba tem direito a entradas de tostas e queijo e é claro, a sobremesa :) o Borba adora fruta! :D Desta vez ainda tínhamos salsichas de peru para dar de snack! :)

quem é lindão quem é?


Para grandes cães. grandes Stocks de mimos!! :D 


às vezes o velhote não come tão bem porque o apetite já não é o mesmo, então a regra é: que coma o que lhe apetecer! Desde que coma está tudo bem.

Tem dias que come muito bem, sozinho sem ajuda! Tem dias que nos sentamos no chão a dar de comer a mão e a contar histórias para que coma e a "fazer aviõeszinhos" da taça directos a bocarra do Borba: "Vá esta é pela mãe, está pela mana, pelo mano... Pela pet sitter! Boa!!" Eheh

Eu a preparar a refeição do príncipe

Sempre bom quando come sozinho! :)

"Vá só mais este bocadinho"
Todos os dias mandamos msg a dizer o que comeu, como está e o que fez. A distância torna-se mais pequena e as viagens correm de outra forma quando sabemos que em casa está tudo bem.

Demos uma mãozinha mas comeu lindamente! 
O Borba tem direito a mimos XXL, é o único cão a quem damos uma banana inteira de sobremesa!... É também um cão muito especial que se derrete com as nossas festas e para o qual duas mãos não chegam. Abraçar o borba e dar-lhe beijos é qualquer coisa!

Guloso!! Reparem bem neste olhos doces!! merece ou nao merece uma sobremesa?
Vejam só este vídeo do Borbinha guloso :)



Borba do meu coração! Adoro-te!
És o maior! És muito doce e maroto! 
Cão lindão da sua mãe querida :)

Beijos e mãos cheias de festas da pet sitter! <3


19/03/15

Feliz dia do Pai

No dia do Pai recordo o Pai Roy (à direita) e o Filho Ruca (à esquerda).

O Roy e o Ruca foram os primeiros clientes da trela por isso têm um lugar muito especial no meu coração. 

Há cães que mesmo não sendo "nossos" fazem parte da nossa vida de tal forma que não os esquecemos nunca.

16/03/15

Rufini - o mais pequenito dos amigos da trela

Se até à data já me tinham passado pelas mãos cães dos 3Kgs aos 53kgs eis que fazemos um novo amiguinho com nada mais nada menos que 1,5kgs mas muito bem disfarçados pelo seu pelo farto e fofinho!

Com entrada directa para o top dos mais pequeninos em peso temos o Senhor Rufini! :)

Super fofinho, muito bem para os seus 14 anos, o que não tem em altura, sobra-lhe em personalidade. Apesar de já nos ter conhecido, na primeira visita não foi logo à primeira que o convencemos a sair da caminha onde estava refastelado. Após algumas salsichas, uma dose q.b. de paciência e palavrinhas doces lá fomos passear à rua.

Depois desta visita já foi muito mais fácil. Afinal os cães entendem rápido que aquelas amigas são as que têm bolsos mágicos de onde saem coisas boas e que os levam a passear.

Adorámos conhecer o Rufini fofinho e a sua familia (os gatos Kito e Freak, bem maiores que eles, super simpáticos e muuuito meigos).

Até uma próxima!


Vejam as fotos da Patrícia da nossa equipa. Estão um máximo! não acham?






08/02/15

Curso de Treinadora de Cães

É com muita alegria que avanço mais uma etapa e termino o curso de treinadora de cães na It's All About Dogs! :) 

Minha querida Pixie este diploma também é para ti e ti to dedico do fundo do meu coração! 

Estou muito agradecida por tanto que aprendi! 



23/01/15

Parabéns Pixie! Parabéns Trela e Companhia!

Pois é! É assim como quem não quer a coisa a Trela e Companhia faz 4 aninhos! 

O projecto arrancou em 2011 depois de uma resolução de ano novo. Queria fazer algo diferente para além do meu trabalho e hoje lá me continuo a dividir entre estes dois trabalhos gerindo a minha pequena equipa para os clientes que nos acompanham desde o primeiro ano ou desde este último mês.

Sempre que que chega a Janeiro faço inevitavelmente um balanço e é inacreditável de como todos os anos estamos mais crescidos. 2014 foi um ano de mudança onde conseguimos chegar mais longe com passeios diários graças à equipa que tempos. Em 2014 reforçamos laços com os nossos clientes de quem guardamos as chaves de sua casa. Somos as tias, pertencemos à família, temos uma palavra a dizer antes de marcar aquela viagem. Temos uma grande família, em 2014 trabalhamos todas as semanas, praticamente todos os dias e isso foi extraordinário!

O ano de 2014 foi especialmente duro para mim porque a par de todas as alegrias perdi a minha doce Pixie por causa de um maldito cancro. Lembro-me dela tantas e tantas vezes. Faz-me uma falta gigante e agradeço-lhe tudo o que trouxe a minha vida.

Se não fosse a Pixie eu nunca teria tido chatices com um cão, nunca teria procurado ajuda, nunca me teria tornado uma dog geek e nunca teria criado a Trela e Companhia.

À conta da Trela já conheci não centenas, mas seguramente milhares de pessoas nestes 4 anos que muito me fizeram aprender e crescer como pessoa e como pet sitter.

Este ano também recebi feedback delicioso ao blog (tantas vezes negligenciado) e palavras deliciosas das pessoas que nos escrevem, ligam e às quais sentimos que conseguimos fazer a diferença com as coisas que partilhamos e pela forma como nos dedicamos ao pequenos de 4 patas.

Por isso a melhor homenagem que posso fazer à minha Pixie, é partilhar tudo o que ela me ensinou nos maravilhosos 6 anos em que estivemos juntas, às pessoas e bichinhos com quem lidamos diariamente na trela. Essa tem sido a minha missão e sempre que sinto que fazemos a diferença na vida de algum cão ou gato ou sua respectiva família o meu coração enche de felicidade.

Hoje dia 23 de Janeiro a Pixie faria (ou faz lá no céu dos cães) 7 anos de idade <3

Decidi que hoje dia 23 de Janeiro vai ser o dia em que vou passar a festejar o aniversário da trela e companhia que começou em Janeiro não sei bem em que dia..

4 anos de existência!!
Tantas histórias hilariantes e bons momentos!

Obrigada pela vossa companhia e por continuarem a dar trela a este meu projecto.

Temos expectativa que 2015 vai ser um ano fabuloso e para isso basta olhar para minha Pepita fofa com a qual tenho dedicado muito tempo e a pequerrucha todos os dias me arranca sorrisos e faz-me aprender mais coisas.

Temos tanto a aprender com os nossos cães e gatos!


Keep in touch!

Esta foi a foto da minha querida Pixie que deu origem ao actual logo da Trela e Companhia. <3

09/01/15

Hoje foi um dia histórico!

Estava a passear a Pepita e parou um carro perto de mim. 
Achei estranho até que me dizem:
"Boa Noite. Somos inspectores da Câmara Municipal de Lisboa e gostaríamos de saber se a senhora tem sacos para apanhar os dejectos do seu cão." 
Nem podia acreditar!!! "A sério? Mas inspectores para ver quem passeia cães? Se apanham os cocós?" 
"Sim e já passamos algumas coimas nesse relvado." 
Mostrei-lhes o rolinho dos sacos que tinha no bolso e disse que não fazia ideia que eles existiam e que ficava muito contente por saber que havia inspecção. 

Gostaria que não fosse necessário haver inspecção. Apanhar os cocós do cão devia ser algo tão natural e óbvio como lhe dar de comer. Mas as ruas de Lisboa estão tão minadas, que pode ser que algumas pessoas passem a apanhar os presentes do cão e a oferecer-los ao caixote de lixo. 

Não custa nada. 
Deixe-se de merdas e seja responsável. 
Apanhe sempre o cocó do seu cão. 
Todos agradecemos.


12/11/14

Sushi Love

Na vida nada acontece por acaso e se não fosse a Pixie não teria criado a minha Trela e Companhia. 
Sem a trela nunca teria conhecido o Sushi, nem a família maravilhosa do Sushi. Por famílias e cães assim lá vou mantendo a trela sempre super activa por carolice, mesmo cansada depois do trabalho e aos fins-de-semana.

E quando lidava com o vazio de chegar a casa e não ter cão, voltaram-me a ligar a pedir ajuda com passeios. Tenho feito uma Sushi-terapia diária. Nunca mais falo (muito) mal dos labradores porque fui conquistada por um. Gosto do Sushi como se fosse meu. E na verdade nestes meses o Sushi tem sido o "meu" cão emprestado. 

Nós não pedimos, eles dão. E dão muito! Ao Sushi dou mimo de coração cheio e mãos largas! Ele escolhe por onde quer passear, em que elevador quer andar... Eu deixo. Porque não? 
Chego a conclusão que as pet sitters são como os avós. Não estamos ali para educar. Mas sim para cuidar e dar mimo! Não há mimo a mais para os cães. Eles merecem todo o amor e carinho deste mundo. Quem disser o contrário, para mim, não gosta ou não entende verdadeiramente os cães. 

Há alguns cães que não precisam de falar. A Pixie era assim e com o Sushi é a mesma coisa. É daqueles cães que falam. E conversamos muito. 

Sushi love, não há cães perfeitos, não há cães iguais, mas há cães únicos e maravilhosos e tu és um deles. Amanhã há mais e vou de galochas para irmos surfar nas poças de água. 

21/10/14

O Bem-estar Animal nas Intervenções Assistidas com Animais (IAA)

Fala-se cada vez mais em Intervenções Assistidas com Animais (IAA) e todos nos enternecemos com a capacidade que os animais têm para desbloquear algumas situações, arrancar-nos sorrisos e derreter o nosso coroção.

Mas será que com o aumento sa oferta nesta área temos sempre em conta o bem-estar do animal? Pessoalmente, fico sempre desconfiada porque acho que não é fácil fazer este trabalho e é preciso conhecer bem os animais e respeita-los. Não basta juntar um cão meiguinho e fofinho a um profissional de terapias e temos tudo para fazer Intervenções Assistidas com Animais... Por isso Gostei tanto de ouvir o Pedro Rosa no IV Congresso da PSIanimal, e partilho convosco as respostas às perguntas que lhe fizemos.

Porque é importante ter em consideração o bem-estar do animal em Intervenções Assistidas com Animais (IAA)?

Uma vez que as IAA são, por definição, desenvolvidas com o recurso a um ou mais animais, é fundamental vê-lo(s) para lá da sua utilidade, da sua instrumentalização e dos papéis que possam desempenhar junto das pessoas na concretização de objectivos que, desde logo, são nossos... não deles.

Para que se possa encarar esta prática do ponto de vista ético, importa entender o animal como um ser senciente, isto é, com capacidade de experienciar prazer, mas também ansiedade ou frustração, com necessidades e motivações próprias. É, por isso, da responsabilidade do tutor do animal em contexto de sessões:

 1) Assegurar todas as suas necessidades
 2) Garantir que este está adequadamente treinado e preparado para a prática de IAA
 3) Minimizar quaisquer impactos negativos que possam advir das dinâmicas programadas para as sessões
4) Potenciar experiências positivas ao animal que promovam o seu bem-estar antes, durante e depois das intervenções

O desrespeito pelo bem-estar de um animal de IAA pode ter consequências não só para este, mas também para os restantes intervenientes. O animal pode responder negativamente perante situações de ansiedade e stress, sendo directamente prejudicado, e/ou dirigir o seu comportamento de forma desadequada aos que o rodeiam.

Mais do que uma preocupação, o bem-estar animal nas Intervenções Assistidas, deve ser entendido como um requisito elementar para a sua prática. Só um animal em boa condição física e mental está à altura das exigências dos comandos e comportamentos que lhe são pedidos pelos técnicos/tutores e, consequentemente, ser uma mais-valia na concretização dos seus objectivos. Garantir o bem-estar animal é, por isso também, assegurar a (boa) prática das IAA.  

Como identificar os sinais de stress num cão? O que fazer nestas alturas?

Os sinais de stress num animal podem ser muito diversos e nem sempre perceptíveis a um olhar menos atento ou treinado. No entanto há sinais comuns que o cão nos dá, fáceis e claros de identificar, quando é confrontado com situações que são para si menos confortáveis ou adversas. Pela facilidade de observação, destacaria o desvio do olhar do animal perante situações, pessoas ou objectos, a sua saída espontânea do local onde a acção se possa estar a dar, o arfar excessivo, a vocalização, o coçar e/ou o lamber do nariz.

Para além destas, há muitas outras que podem ser aprofundadas pelos profissionais e entusiastas das IAA através da pesquisa por indicadores comportamentais de stress em cães.
Sinalizados um ou mais comportamentos desta natureza, é importante perceber o que está a causar desconforto ao cão e não forçá-lo a dar respostas a mais comandos nessas condições. É o tutor que deve mudar o comportamento perante o cão e não o contrário.

É fundamental entender as intervenções sobre a perspectiva do animal e considerá-lo com base na sua individualidade, procurando conhecê-lo sempre melhor, e entender os sinais que nos transmite, uma vez que cada cão é um cão com as suas capacidades, limitações e motivações próprias.
Mais do que remediar, diria que é urgente prevenir e, para tal, só um treino adequado às necessidades do animal e especificamente definido para Intervenções Assistidas, aliado a um tutor responsável, pode garantir um cão saudável física e mentalmente.

A oferta aumentou nesta área. Como posso assegurar a escolha de um profissional para realizar uma actividade em segurança?

Uma vez que este tipo de serviço não está ainda enquadrado na Lei portuguesa, nem existe por cá certificação de técnicos para o efeito, a escolha do profissional de IAA pode ser efectivamente um desafio e deve ser naturalmente ponderada e estudada para que se possa usufruir de um trabalho credível, realizado por pessoas sérias e bem formadas para o efeito.

É importante desde logo esclarecer que ser treinador canino não chega e que esse não é mesmo sequer um requisito para o efeito. Importa sim, desde logo, apurar qual o tipo de treino de base tem o cão e o próprio o técnico de IAA. Como tal, deverá ser do conhecimento dos clientes que, infelizmente, existem muitos cães treinados sob métodos aversivos baseados no medo, totalmente desadequados para a prática de IAA - e não só - e para o próprio bem-estar do animal e, por outro lado, existem métodos de treino positivos em que apenas é potenciada a pré-disposição do animal para aprender novos comportamentos, respeitando e condicionando a sua própria motivação sem o forçar a dar quaisquer respostas comportamentais.

Para além do tipo de treino, lembraria que as Intervenções Assistidas por Animais são práticas que incidem fundamentalmente nas áreas da saúde e da educação, pelo que é desde logo pertinente que a pessoa que presta este serviço tenha formação profissional adequada e correspondente ao trabalho que poderá desenvolver, seja no domínio da psicologia, saúde mental, educação, fisioterapia, motricidade, entre outras. Assim, e em função dos objectivos pretendidos, o cliente deverá procurar um profissional competente no domínio em que possa vir a intervir. As formações em Intervenções Assistidas por Animais e as bases de formação anteriormente referidas deverão ser complementares e não valer por si, isoladas.

Outro factor que pode ser um bom indicador da prática de IAA é a presença ou não de um guia, isto é, de um tutor que se dedique apenas ao animal durante as intervenções. Deste modo, o ideal é que exista uma pessoa responsável pelo cliente ou clientes em sessão, e outra que faça a gestão do cão, na concretização de um trabalho personalizado, seguro e adequado às necessidades de todos os intervenientes.

Estes factores podem ajudar na escolha, sendo da responsabilidade do cliente colocar todas as questões que considere pertinentes. Para as pessoas interessadas que procurem profissionais na área deixo por isso a sugestão:


Se não gostar da abordagem e/ou sentir constrangimentos por parte do(s) técnico(s) em responder às suas perguntas sobre tipos de treino, formações relativas às áreas de trabalho, métodos de trabalho uni ou multidisciplinar, bem-estar do cão e quaisquer outras que o(a) preocupem, não se limite a conhecer mais do que um tipo de trabalho. Um bom profissional responderá adequadamente e com segurança às suas dúvidas.


19/10/14

IV Congresso da PSIanimal

Este ano tive a alegria de participar no IV Congresso da Psianimal.
Passei um fim-de-semana muito bom em Sintra a aprender sobre comportamento de cães, gatos e mais animais de companhia como iguanas, dragões barbudos, cobras, tartarugas e porquinhos da Índia, durante estes dois dias de congresso da PSIanimal.

Há coisas que são comuns em todos: enriquecimento ambiental, estimulação mental e treino baseado em reforço positivo! É isto que também promovemos nos nossos Pet sittings  ...E melhor de tudo é saber que já contribuímos positivamente para um maior bem-estar de alguns cães e gatos que nos passam pelas mãos.

Não quisemos deixar de pedir ao Presidente da PSIanimal, Gonçalo da Graça Pereira para nos deixar alguns comentários sobre o Congressos deste ano e perspectivas futuras.

Qual o balanço deste IV Congresso da PSIanimal?

Ano após ano a família PsiAnimal cresce. O interesse pela Terapia do Comportamento e Bem-estar Animal aumenta em várias direcções... não apenas veterinários, mas muitos outros profissionais (treinadores, biólogos, antropólogos, psicólogos, zootécnicos, entre outros) e estudantes, juntaram-se neste nosso Congresso para discutir o caminho da Medicina do Comportamento e a Terapêutica quer em cães e gatos, mas também nos novos animais de companhia. Sentimos que cumprimos mais um passo nesta nossa missão.

Sente que as questões de comportamento estão a ganhar relevância junto dos Médicos Veterinários, outros profissionais da área e cuidadores? 

Sem dúvida. Os tutores dos animais procuram respostas a perguntas que formulam no dia-a-dia, que todos os profissionais da área (não apenas veterinários) precisam saber responder.

Quais os objectivos da PSIanimal até ao próximo Congresso?

Muitos.... Temos muitas tarefas para além do Congresso, que temos vindo a adiar devido ao facto deste ano que está prestes a terminar ter sido recheado de acções de formação. Este ano iremos ter menos acções de formação, mas iremos tentar atingir outras metas a que nos propusemos. Nomeadamente na edição de material de apoio e desenvolvimento de uma possível bolsa de estudo. Vamos ver o que conseguimos..

Aqui na Trela estaremos sempre atentos ao trabalho da PSIanimal. Não pos deixem de acompanhar no site e Facebook:

http://www.psianimal.org/
https://www.facebook.com/psianimal


02/10/14

O Inspector Bob



Bob - Dog walking

O bob é um cão super simpático! Faz uma grande festa quando nos vê e já nos reconhece quando nos recebe à porta de cauda a abanar. Já sabe que vem aí as amigas dos passeios! 

Com o Bob para além de passear fazermos uma verdadeira "inspecção" ao bairro que muito gosta ele de andar de focinho no chão a cheirar tudo. Não perde pitada das "notícias" e chega a casa de fiambre de fora! Tão bom!

Porta-se lindamente por isso merece sempre festas extra!




18/09/14

As árvores são o Facebook dos Cães

Quando leva o seu cão à rua é como quando você vai ao facebook.
O cão vai cheirar todas as notícias do "seu mural", ou seja bairro e fazer "likes" (xixis) em alguns "posts"(poste, árvores, arbustos.. etc, etc etc.)

Há sempre temas mais interessantes, como a cadela do vizinho com o cio, ou um xixi de um cão novo que passou por ali ou pedaço de lixo mal-cheiroso....  

Rebolar na relva, absorver todo os cheiros e deixar mais alguns faz os cães felizes. Nós partilhamos coisas no facebook com os amigos e eles partilham a rua com os amigos. Esta partilha faz todo o sentido e é saudável. 

Quando o seu cão quiser cheirar uma árvore ou uma relvinha por mais tempo, deixe, de certeza que é um post bem interessante.

15/09/14

Será que alguns donos têm coração?

"Gostaria de saber quanto custaria levar a passear um cão já com 13 anos, muito dócil devido à idade, que já a vê e ouve mal, umas 2/3 vezes por dia para fazer as necessidades, dar de comer 1 vez ao dia e mudar a água, por um período de 18 dias?" - Ás vezes recebo alguns contactos (infelizmente mais frequentes do que gostaria) que me fazem esbugalhar os olhos, cair o queixo e ler várias vezes a ver se entendi bem.

Não fazemos pet sitting a cães sozinhos por mais de  cinco dias  (ver post: quantos dias aguenta um cão sozinho) que pela nossa experiência sem companhia, começam a ficar mais tristes e mais ansiosos por não terem o contacto com pessoas. Os cães são seres sociais e adoram estar connosco. Precisam disso. Se não pode estar com o seu cão mais vale repensar nas razões porque tem um cão. 

Para além do mais a atenção dos donos, interacção com eles é tão importante como as idas à rua "para fazer as necessidades" ou dar de comer e trocar a água. Que vida levou este cão para que ao final de 13 anos o dono ache aceitável deixa-lo sozinho por um período de 18 dias? Nem quero pensar.

Felizmente a maior parte dos donos stressa por deixar os cães umas horas, ou um fim-de-semana, e ficam mais descansados quando recebem as fotos dos pet sittings depois das visitas com os cães sorridentes e de língua de fora.

"Então e se tiver mesmo de se ausentar por 18 dias ou mais?"
Nestes casos recomeçamos pet sitting de internato onde estão sempre acompanhados.  Podemos dar algumas opções de colegas que disponibilizam este tipo de pet sitting. Ou sugerimos a colaboração de um familiar ou amigo que fique com o cão ou vá passar uns dias a sua casa. Quantas vezes os cães vão para casa das "avós" e nós vamos lá ajudar nos passeios? Soluções existem basta procurar a melhor opção.

Recordo também um telefonema de uma senhora que tinha mesmo de viajar por 4 semanas em trabalho (perfeitamente natural que aconteça), e precisava que lá fossemos visitar a gata uma vez por dia e de 15 em 15 dias leva-la ao Veterinário para ela continuar o tratamento de quimioterapia que estava a fazer. Na altura estava a fazer quimioterapia com a minha Pixie e lembro-me de ter ficado parva com a proposta. Disse à senhora que não poderia aceitar este pet sitting e sugeria que a gatinha ficasse ou acompanhada por alguém ou em último caso internada. Não tomo conta de gatos sozinhos por mais de 10 dias (quando são dois ou mais fica mais fácil), muito menos num caso em que a gatinha inspira cuidados de saúde. Nem sou capaz de aguentar a ansiedade de um dia para o outro. Será que está bem? será que aconteceu alguma coisa? um gato saudável dorme, brinca, come, nós entendemos isso quando os visitamos. Mas num caso destes é fundamental haver um maior acompanhamento. Nem vejo as coisas de outra forma.. Acreditam que a senhora ficou ofendida por não aceitar não fazer o pet sitting? Para mim não há nada mais importante que o bem-estar animal e sou incapaz de aceitar um serviço onde algumas coisas, que para mim são essenciais, não estão garantidas.

Na verdade estas situações partem-me o coração.
Será que estes donos têm coração? no mínimo um de pedra.. e fico triste só de pensar a vida que estes bichinhos levam com donos de tal forma descuidados com seu bem-estar.