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01/06/15

Feliz dia da Criança! :)

Pepita <3

Porque quando gostamos mesmo deles os tratamos como filhos, cuidamos deles como crianças e os amamos tanto porque são nossa família... Feliz dia da Criança!

03/01/15

Manuseamento para ajudar o Veterinário e não só!

Algo super importante é ensinar o nosso cachorro desde pequeno a sentir-se confortável quando manuseado. 

O facto do seu cão gostar de festas não significa que gosta ou que se sinta confortável quando manuseado. E não julgue que isto é menos importante que a sociabilização a pessoas e a outros cães. O sentir-se confortável quando tocado pelas mãos de alguém pode ser fundamental na vida do seu cão. 

Quando a Pixie foi cachorra não fiz nada do que estou a fazer com a Pepita. Logo quando tivemos infelizmente de começar a por-lhe cateteres nas patas, a dar-lhe injecções de quimioterapia e a ser apalpada num exame médico, sei que teria sido mais fácil para ela se ela se sentisse confortável ao ser agarrada e manuseada. 

E não precisamos de ir tão longe, como pet sitter já aconteceu algumas vezes ter de tirar um coco pendurado por um fio de cabelo ou de erva do rabo de um cão.. Não é algo que eles gostem e invariavelmente resmungam. Ou quando lhes entra um pico nas patas (principalmente quando são peludos..) ou quando temos simplesmente de lhes limpar a terra/lama das patas. Qualquer pessoa tem vantagens em ensinar o cão a ser manuseado. Aliás quando estamos com aqueles cães bonzinhos que deixam fazer tudo percebemos a maravilha que é  poder ter um cão que confia ou está confortável o suficiente para nos deixar mexer nele.

Por isso dedico algum tempo ao manuseamento da Pepita. De uma ponta a outra: patas, unhas, almofadinhas, perninhas, coxas, cauda, rabo, orelhas, boca e dentúça, mexer na barriga nas costas, agarrá-la e manuseá-la de uma ponta a outra. 

Não é de todo um exercício fácil para um piolho eléctrico que vira piranha ás vezes. Quem tem um cachorro sabe bem que agarrar nele não é tão simples como parece. Por isso é importante trabalhar nesta tarefa para que gradualmente fique um pouco mais fácil. 

Aproveitamos quando estão mais molinhos. Vamos fazendo manuseamentos simples, fazendo sempre associações positivas. E gradualmente à medida que o cachorro vai estando mais confortável vamos aumentando o critério. 

Apenas vos digo que como notei que a pepita não adorava ser manuseada e fui fazendo gradualmente o manuseamento. Quando fomos as vacinas reparamos como a pulguinha esteve bem mais sossegada e confortável com as vacinas e exame médico :)

Boa Pepita!

Continuamos a fazer estes exercícios e pedimos ao resto da família e aos amigos que o façam :)

Dar o jantar enquanto fazemos o manuseamento das patinhas

unhas, orelhas, cauda e dentuça!

olhinhos de sono e totalmente relaxada depois :)


26/12/14

Nervos de Aço

Ser mãe de cachorro é sem dúvida uma das coisas mais maravilhosas do mundo.
Tão bebé, tão fofinha e engraçadinha nho nho nho... MAS... (Há sempre um "mas" na vida), é preciso ter muita pachorra. 

Por isso recomendo cães adultos a muita gente que me vem falar a dizer que quer um cão, ou que lindo que ver a pepita também lhes dá vontade de ter um cachorro... Eu sou uma pessoa bastante paciente, optimista e muito compreensiva com os cães e para as suas “coisas” de cão. Mas digo-vos que é preciso ter pachorra. Muita! E daquilo que conheço das pessoas que têm cães, muitos não estão preparados, nem têm a disponibilidade mental e de tempo para cuidar um cachorro.

Os cachorros são fofinhos. Muito.
Mas também têm muita energia e pilha para gastar! Muita!
Fazem muitas cachorrices! A toda a hora! Excepto quando dormem J
Qualquer cachorrinho vai ter picos de energia e em 3 segundos vira de fofinho a piranha-que-morde-tudo-e-todos.

Eu tenho muita pachorra mas reconheço que felizmente aprendi como lidar com estes pestinhas. E assim fica tudo muito mais fácil.

Estou na cozinha com a Pepita.
Entra em modo “Loucura, excitação total! Uhhuuuhhuuu”.
Brincamos com os brinquedos proprios de morder.
Mas eis que me mordisca. Ouch!!  
Digo Auuu e saio da cozinha onde estávamos e deixo-a lá.
Começa a choraminguice do cão sofrido e abandonado.  
Aguento cá fora de nervos de aço e só volto ao seu encontro quando está caladinha e sossegada.
Custa. Custa pois! Mas tem de ser assim.

É preciso não ceder NUNCA. E assim, ela aprende várias coisas muuuuito importantes:

1)    Quando mordo na mãe acaba a nossa interação e ela vai embora. A mãe é muito mariquinhas. Não pode levar uma trinca com mais força.
2)    Choramingar não adianta que ela não volta. Mesmo quando começo a choramingar mais alto ou durante mais tempo. (aqui é preciso ter nervos de aço e saber controlar a vontade de dizer um “Shiuuuuu!! Tá caladinha!”, assim como controlar quem também vive lá em casa que também tem de passar a ter nervos de aço.)

Morder e choramingar são dois comportamentos que nos podem levar a perder a pachorra rapidamente. Nem sempre estamos com disposição, há momentos em que o pavio está mais curto.

MAS...
se cedesse ela iria achar que morder era um comportamento normal a ter com pessoas.
Muita gente não tem cuidado com isto (“ah é cachorrinho não tem mal”...) mas depois eles crescem, continuam a fazer o mesmo e deixa de ter graça, magoa e ralha-se (!) injustamente por algo que sempre permitimos ao cão fazer... Não está certo isto.

Os dentinhos da piranha!
Na verdade, a Pepita quando me mordisca nem me magoa (excepto aquela vez que em vez de trincar a tira de coro mordeu o meu dedo com força e quase vi estrelas!). Quero continar a ensinar-lhe que morder os humanos não é um comportamento adequado. Se me morde acabo qualquer interacção com ela. Noto que com o passar das semanas ela também já fica mais crescida e já percebeu isto e já sabe que é muito melhor ter a mãe por perto que vê-la ir embora.

Quanto ao choramingar estamos numa fase engraçada. A espertalhona entendeu logo que chorar não me trazia de volta. Então sempre que me vê fica caladinha. (muitos cachorros saltam, guincham.. e se as pessoas aparecem e interagem com eles esta estratégia funciona, por isso vão continuar a pular e guinchar para chamar as pessoas).

A Pepita ouve o despertador de manhã e começa a choramingar (tipo: estou aqui! Venham brincar comigo! Já vos ouvi!). Quando sente o nosso movimento a aproximarmo-nos cala-se. Só passo no corredor quando está caladinha. “Bom dia Princesa!” ...eis que apareço e lhe dou muitos beijos!  Ai explode coração! Tão bom um cachorro ultra-feliz de cauda a abanar e a dar-nos beijos!!

Assim aos poucos a choraminguice piegas vai ficando menos insistente e mais curta.
Ignoro e peço que lá em casa todos ignorem. Ignorar significa: Não falar, não olhar, não fazer nada. Sair do campo de visão ajuda.
Quando começa o silêncio. Contar até 10 e aparecer.
Não é fácil. Não. Não é. Mas ninguém disse que iria ser fácil.

Mas depois à medida que vão crescendo eles vão aprendendo! E isso é o melhor reforço positivo que temos para o nosso esforço de auto-controlo :P

O outro dia sai de perto dela depois de uma mordiscadela e saí do campo de visão dela e fui fazer outra coisa.
De repente comecei a ouvir um grande chinfrim e fui espreitar pé-ante-pé.
Vejam o espectáculo com que me deparei!
Adoro a Gata que devia estar a pensar “estes cães são tontinhos de todo!!”



Fiquei feliz! A minha pequena estava sozinha mas está entretida.
Aprender a estar sozinho é fundamental e imprescíndivel em qualquer cão.

14/12/14

Mais cachorros na companhia da Em nome do Cão, no Qura

Se socializar com pessoas é algo fundamental e tenho trabalhado isso com a Pepita, tão importante é fazer o mesmo  com cães.

Os cachorrinhos quando estão com os irmãos aprendem a medir a força com que mordem. Se ao brincar mordiscam com mais força e magoam o irmão, gane, interrompe a brincadeira e afasta-se. Isto é extremamente importante para que os cachorros aprendam a controlar a força com que mordiscam, desenvolvendo aquilo que se chama inibição de mordida.

Inibição de mordida é das coisas mais importantes que um cão deve aprender em cachorro. Um cão que aprendeu a inibir a sua mordida vai saber controlar a força com que fecha a sua mandíbula quando morde. Isto, como calculam faz toda diferença numa situação que o leve a morder em adulto, provocando ou não "estragos", magoando, ou não, de forma séria.

Por esta razão não se deve retirar o cachorro de ao pé da mãe e dos irmãos antes das 8 semanas, uma vez que durante este período os cachorros desenvolvem a sua inibição de mordida. E pelo facto desta capacidade de inibir a mordida ser algo tão importante na vida de um cão devemos dar continuidade a esta aprendizagem, promovendo o encontro com outros cães.

Por esta razão, quando a Joana Sousa da Em Nome do Cão, me falou de passar no QURA na sua aula com cachorros não  pensei duas vezes! 

Estas oportunidades são fundamentais para dar continuidade ao desenvolvimento da inibição de mordida, mas também para que os cachorros tenham a oportunidade de aprender brincando. Num espaço seguro e em segurança, promovemos interações supervisionadas, de forma a que eles tenham oportunidade de interagir e desenvolver a sua linguagem canina. 

Há cachorros mais tímidos e outros mais brutos e mais "bully", contudo, todos eles têm de aprender a interagir e comunicar. Por outro lado, e pensando na minha Pepita, é importante que ela, tal como os outros cães na verdade, conheça outros cães de todos os tamanhos e feitios. Ou seja, tal como um cão pequeno tem de conhecer e saber interagir com um cão grande, um cão grande tem de saber interagir com cães pequeninos.

Outra coisa a salientar é que a interacção entre cachorros nada tem a ver com a interacção entre cachorros e cães adultos. Façam o paralelismo entre crianças e adultos. Quem cresceu com irmãos, ou tem filhos sabe como eles interagem e comunicam. Uma criança se puxa o cabelo com demasiada força noutra, ou da um pontapé provoca, se calhar uma brincadeira parva e quando doi uma berraria ou choro ou leva um puxão de cabelo ou pontapé  com mais força. Em ambas as situações a brincadeira divertida acaba. Se uma criança chegar ao pé de um adulto e lhe der um puxão de cabelo ou um pontapé a reação não será a mesma.... O mesmo se passa com os cachorros que para estarem a brincar aprendem até onde podem ir.

Este dia descobri que a Pepita embora pequena é destemida junto aos cães grandes, estiveram a interagir de forma muito bonita e pacífica. Ainda assim, quando se atreveu a dar uma trinca mais forte ao Jimmy, levou logo resposta, ela ganiu e afastaram-se. 

Living and learning Pepita my love!

Tenha sempre a atenção a interação do seu cachorro com outros cães. Não permita bullying não proteja em demasia. Procure aulas de cachorros. São essenciais.


Obrigada à Joana pelo convite e por estas fotos maravilhosas da minha miúda <3





10/12/14

Sociabilizar, Sociabilizar, Sociabilizar!

Para uma correcta sociabilização de um cachorro é fundamental que ele seja exposto a uma panóplia de estímulos diferentes que irá encontrar na sua vida em adulto. 

Interações seguras, uma vez que o plano  de vacinação ainda não está completo mas imprescindíveis para um cachorro que queremos que cresça equilibrado e saudável. 

Nada como aproveitar as manhãs de inverno para sociabilizar a minha Pepita! 
Estivemos várias vezes no Estádio Universitário e foi óptimo tudo o que vimos em passeio ao colinho da mãe: 

- homens, mulheres e crianças
- pessoas altas, baixas, magras e gordas
- homens de barba
- pessoas com óculos escuros
- pessoas com gorros, chapéus, bonés, capuzes e fitas na cabeça
- pessoas com fatiotas coloridas e cores berrantes
- pessoas a andar ou a correr
- bicicletas a passar
- pessoas a passear ou a correr com os seus cães.
- pessoas a jogar basquete, ou futebol, com gritos de entusiasmo, barulhos próprios dos jogos
- vimos e ouvimos ainda carros e motas, e o trânsito da segunda-circular! 

Ufa! Um sem fim de coisas para ver! 
Foi simplesmente maravilhoso. 

O Dr. Ian Dunbar diz que temos de conhecer 100 pessoas e 100 cães diferentes para uma correcta sociabilização de um cachorro. Uma vez que temos saído para alguns passeios assim, as 100 pessoas diferentes já conhecemos de certeza :) yay!

Até porque há muita gente que não resiste em vir cumprimentar um cão bebé. Eu não consigo resistir? Vcs conseguem? 

Se tiverem um cachorro não descurem a sua correcta sociabilização, para além de divertido só lhe faz bem! 

Pessoas a correr com correr, com os mais diversos acessórios e cores

Bicicletas a passar!

mais cães! é sempre bom ver cães e outros bichos!

Pepita a comer da minha mão, enquanto assistimos a um jogo de basquete. Associações positivas durante a aprendizagem.
Cara de sono da pepita após uma manhã a conhecer coisas novas <3

09/12/14

A minha cozinha virou parque-infantil

Entreter um cachorro para que gaste energia e aprenda brincando fez da minha cozinha um verdadeiro parque-infantil! Tento que todos os dias tenha experiências diferentes, varie brinquedos e vá explorando o mundo que a rodeia! :)
Vejam algumas brincadeiras e desafios que tenho proprcinado à minha pequenita!




08/12/14

Aulas de cachorros na IAAD

Aulas de cachorros são fundamentais para prepara-los para a sua vida futura e fazem toda a diferença!
Costumo aconselhar imenso estas aulas aos tutores que me contactam na trela a pedir passeios aos seus cachorrinhos.

Desta vez, foi a vez da Pepita ir às aulas!
Conhecer cães diferentes e experimentar coisas novas. como subir para aquela almofada diferente. Sempre de forma segura, gradual e sobretudo uma experiência positiva para a Pepita. Adorámos!!!

Fiquem a conhecer melhor a importância destas aulas no vídeo que partilho em baixo e se tem um cachorrinho não pense duas vezes em inscrevê-lo!






07/12/14

Obrigada Dr. Ian Dunbar!

Quando escrevi o post "livro de instruções para cães" sabia que podia ajudar muita gente, porque os livros são fantásticos! Explicam tim-tim por tim-tim o que um dono tem de fazer com um cachorro!

Mas hoje com uma Pepita de 8 semanas nas mãos só posso agradecer ao Dr. Dunbar por ter escrito estes livros.

Acordar de madrugada (às vezes mais que uma vez) para levar a Pepita ao wc custa. Mas em poucos dias ela aprendeu onde é para fazer o xixi. Claro que ainda há um xixi ou outro fora do sítio quando está distraída na brincadeira, mas ainda assim estou fascinada como aprendeu logo!!

Ir trabalhar durante a semana e ficar a pensar constantemente: "o que estará ela a fazer?", custa sim senhor... Mas chegar a casa e deparar-me com este quadro é o melhor reforço positivo que posso pedir. Depois de uma manhã sozinha, encontro a Pepita a dormir na sua crate tranquila, brincou com os brinquedos que lhe deixei, inclusive os de comida dada a ração espalhada e não tenho um único estrago ou xixi fora do sitio! Ah! e um cocó na wc também! Sou uma mãe muito orgulhosa!!!

Está certo que nem todos os cachorros são iguais e que está minha Pepita ainda é muito bebé. Mas seguir instrucões e gerir o espaço dela faz toda a diferença!! 

Obrigada Dr. Ian Dunbar!

06/12/14

E nada será como dantes!

E chega o dia em que vamos buscar o cachorro que sabemos que nos vai mudar a nossa vida daqui em diante.

Antes de a ir buscar senti borboletas na barriga, uma ansiedade terrivel que contou impacientemente as horas e os dias. Uma vez juntas, percebi desde logo que esta minha Pepita vai ser especial (deve ser isto que as mães sentem, suponho!). Vou-lhe ensinar muitas coisas agora que ela é bebé e ela vai-me ensinar um milhão de outras coisas também!

Como é possível um bichinho de 1,6kgs, 8 semanas, tão doce quanto eléctrico (até ao momento que cai para o lado para dormir uma bela soneca para carregar baterias) encher-nos o coração e a vida de forma tão plena e feliz!!

A melhor homenagem que posso dar a minha Pixie é dar a possibilidade a esta pequenita de ser feliz como ela foi e fazer com ela as milhares de coisas que aprendi com a Pixie e que não pude fazer com ela em cachorra.

Pepita: temos um mundo para explorar juntas! Hey Ho Let's go!