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25/06/16

Sabe se o chip do seu cão está registado no SIRA? Verifique!

Sabia que há chips que não estão registados no SIRA (Sistema de Identificação e Recuperação Animal)? 

Quando soube disto nem queria acreditar. Parece que por vezes, por falta de informação ou simplesmente por falha no sistema isto pode acontecer. Assim, embora chipado o cão, os dados de quem cuida dele não estão registados na base de dados do Sira. Ora, isto complica-se quando se perde um cão e ao pensar que está chipado, na verdade o chip não está registado em nome de ninguém...

Felizmente, pode verificar atualmente no site do SIRA a inscrição do seu cão (ou gato).

Para tal é apenas necessário que tenha consigo o número do chip, que é sempre composto por 15 dígitos numéricos. e verificar no site do SIRA aqui: http://www.sira.com.pt/?page_id=13572 

Trata-se de um serviço de pesquisa que indica apenas a existência ou não do animal na base de dados, sem libertação de qualquer informação reservada. 

De qualquer forma a primeira coisa que fui fazer foi ver o chip da minha Pepita e está registada.
Faça o mesmo e verifique o chip do seu mais que tudo.



17/07/15

Onde está o gato?

Um clássico dos pet sittings de gatos tímidos é chegar a casa e ir à procura deles.
Muitos acabam por perder a timidez e acabam por aparecer. Principalmente quando já nos conhecem e sabem que somos aqueles humanos simpáticos que vão lá a casa para lhes dar de comer, limpar a casa-de-banho e dar miminhos. Só coisas boas!

Conquistamo-los aos poucos, damos-lhes tempo e invarialvelmente ficamos bons amigos. Nem que seja só no momento da latinha antes de se voltarem a esconder de baixo da cama. eheh ou como o que só no último dia ganhou coragem de parar no corredor a olhar para mim.

Tem vezes que andamos à procura deles, espreitamos por baixo de todos os sofás, móveis, entre as cadeiras e as mesas, olhamos para as estantes à procura do bibelot felpudo... "se fossemos um gato nesta casa para onde iríamos"? Falamos com a família a saber se costumam enfiar-se em alguma gaveta...

Há gatos mais tímidos que outros. Conhecemos gatos que perderam a timidez e acabam descarados a saltar-nos para os ombros quando lhes limpamos os cocós da casa-de-banho (!!) e outros que só vemos o canto da orelha no topo do armário como aconteceu recentemente. Procurei, procurei, procurei.. que raio! onde é que se meteu!? Já tinha olhado para todos os lados (inclusivé para cima dos moveis) à procura dele quando finalmente vi o cantinho da orelha lá no topo do armário!!

Não saimos das casas sem "contar" os gatos todos e desta vez estivemos um bom bocado a jogar às escondidas! É como ler os livros "onde está o Wally" mas em versão felina na casa de alguém!

e o vosso gato? também é tímido ou totalmente descarado?

lá no topo do armário estava uma orelha!

30/04/15

Fazer qualquer coisa... mas com gato!

Diz que uma pessoa que tem gatos é igual a uma pessoa qualquer. A única coisa de diferente é que uma pessoa com gatos faz tudo o que uma pessoa normal faz... mas com um gato. 

Se uma pessoa comum, acorda, dorme, come, vai a casa de banho, trabalha, lê, vê TV etc...
Uma pessoa com gato... acorda com o gato, dorme com o gato, come com o gato, vai a casa de banho com o gato, trabalha com o gato, lê com o gato, vê TV com o gato, etc, etc, etc, com o gato...

Todos os anos a Bea tenta boicotar a entrega do meu IRS sentando-se nas minhas despesas de saúde.. todos os anos acabo sempre na luta do "sai daqui", "Oh fofinha agora não!", "ja vai..." chata de tão meiga sabem, como é?

Fazer o IRS (ou qualquer coisa) com gatos... aquele clássico!

16/03/15

Rufini - o mais pequenito dos amigos da trela

Se até à data já me tinham passado pelas mãos cães dos 3Kgs aos 53kgs eis que fazemos um novo amiguinho com nada mais nada menos que 1,5kgs mas muito bem disfarçados pelo seu pelo farto e fofinho!

Com entrada directa para o top dos mais pequeninos em peso temos o Senhor Rufini! :)

Super fofinho, muito bem para os seus 14 anos, o que não tem em altura, sobra-lhe em personalidade. Apesar de já nos ter conhecido, na primeira visita não foi logo à primeira que o convencemos a sair da caminha onde estava refastelado. Após algumas salsichas, uma dose q.b. de paciência e palavrinhas doces lá fomos passear à rua.

Depois desta visita já foi muito mais fácil. Afinal os cães entendem rápido que aquelas amigas são as que têm bolsos mágicos de onde saem coisas boas e que os levam a passear.

Adorámos conhecer o Rufini fofinho e a sua familia (os gatos Kito e Freak, bem maiores que eles, super simpáticos e muuuito meigos).

Até uma próxima!


Vejam as fotos da Patrícia da nossa equipa. Estão um máximo! não acham?






07/03/15

Vicky Halls no CCB

Imaginem uma sala cheia de gateiros a ouvir coisas giras só sobre gatos! Tão bom :)

Estivemos  no CCB a ouvir a Vicky Halls a falar destas maravilhosas criaturas que são os gatos! ❤️ miauuu!!


Quem tem gatos e é maluco por gatos como eu sabe como é bom falar de gatos.

Incrível como há coisas que para mim são óbvias e que para muita gente não é.
Não imaginam a quantidade de casas que encontramos onde as coisas dos gatos estão todas no cantinho do gato.... ou seja a tacinha da água e da comida ao lado da WC deles. Gostaria de saber se por acaso alguém iria achar graça comer na casa-de-banho...

Foi uma manhã cheia de dicas intereessantes e uma abordagem muito interessante sobre os felinos. Se não conhecem esta senhora recomendo vivamente.

http://www.vickyhalls.net/


04/02/15

Quando está frio...

Quando está frio...
Onde estão as gatas?
Junto ao aquecedor, claro! 
Que grande clássico de inverno...



23/01/15

Parabéns Pixie! Parabéns Trela e Companhia!

Pois é! É assim como quem não quer a coisa a Trela e Companhia faz 4 aninhos! 

O projecto arrancou em 2011 depois de uma resolução de ano novo. Queria fazer algo diferente para além do meu trabalho e hoje lá me continuo a dividir entre estes dois trabalhos gerindo a minha pequena equipa para os clientes que nos acompanham desde o primeiro ano ou desde este último mês.

Sempre que que chega a Janeiro faço inevitavelmente um balanço e é inacreditável de como todos os anos estamos mais crescidos. 2014 foi um ano de mudança onde conseguimos chegar mais longe com passeios diários graças à equipa que tempos. Em 2014 reforçamos laços com os nossos clientes de quem guardamos as chaves de sua casa. Somos as tias, pertencemos à família, temos uma palavra a dizer antes de marcar aquela viagem. Temos uma grande família, em 2014 trabalhamos todas as semanas, praticamente todos os dias e isso foi extraordinário!

O ano de 2014 foi especialmente duro para mim porque a par de todas as alegrias perdi a minha doce Pixie por causa de um maldito cancro. Lembro-me dela tantas e tantas vezes. Faz-me uma falta gigante e agradeço-lhe tudo o que trouxe a minha vida.

Se não fosse a Pixie eu nunca teria tido chatices com um cão, nunca teria procurado ajuda, nunca me teria tornado uma dog geek e nunca teria criado a Trela e Companhia.

À conta da Trela já conheci não centenas, mas seguramente milhares de pessoas nestes 4 anos que muito me fizeram aprender e crescer como pessoa e como pet sitter.

Este ano também recebi feedback delicioso ao blog (tantas vezes negligenciado) e palavras deliciosas das pessoas que nos escrevem, ligam e às quais sentimos que conseguimos fazer a diferença com as coisas que partilhamos e pela forma como nos dedicamos ao pequenos de 4 patas.

Por isso a melhor homenagem que posso fazer à minha Pixie, é partilhar tudo o que ela me ensinou nos maravilhosos 6 anos em que estivemos juntas, às pessoas e bichinhos com quem lidamos diariamente na trela. Essa tem sido a minha missão e sempre que sinto que fazemos a diferença na vida de algum cão ou gato ou sua respectiva família o meu coração enche de felicidade.

Hoje dia 23 de Janeiro a Pixie faria (ou faz lá no céu dos cães) 7 anos de idade <3

Decidi que hoje dia 23 de Janeiro vai ser o dia em que vou passar a festejar o aniversário da trela e companhia que começou em Janeiro não sei bem em que dia..

4 anos de existência!!
Tantas histórias hilariantes e bons momentos!

Obrigada pela vossa companhia e por continuarem a dar trela a este meu projecto.

Temos expectativa que 2015 vai ser um ano fabuloso e para isso basta olhar para minha Pepita fofa com a qual tenho dedicado muito tempo e a pequerrucha todos os dias me arranca sorrisos e faz-me aprender mais coisas.

Temos tanto a aprender com os nossos cães e gatos!


Keep in touch!

Esta foi a foto da minha querida Pixie que deu origem ao actual logo da Trela e Companhia. <3

04/11/14

Coockie, Xica e Mimi

Ainda não tinha conseguido apresentar estas nossas queridas amiguinhas fofinhas que tanta companhia receberam já da trela nas nossas Visitas. Gatas super bem-dispostas, meigas e bem comportadas! Estão sempre à porta para nos cumprimentar quando chegamos, nunca desarrumam nada para além dos brinquedos delas e estão sempre prontas para a brincadeira e para o miminho.

Com muita tristeza a doce Mimi deixou-nos este ano. Um doce de gata que tomava os seus comprimidos com biscoitos. tão boazinha! <3

Continuamos a visitar a Xica e a Coockie e a dar-lhe os mimos que tanto merecem, como abrir a torneira para beberem água corrente, ou ver se há brinquedos escondidos debaixo da cama e móveis para continuarem a brincar.

Mimi <3

Coockie

Xica

hora da paparoca!


20/10/14

Treinar Gatos, Estimular Gatos, Ambientes Cat-friendly

No seguimento do IV Congresso da PSIanimal, achámos que teriamos de partilhar todos os que nos seguem o que ouvimos especialista em gatos, Sara Fragoso, falar no congresso.

Fala-se muito de Cães, de comportamento de cães... e então os gatos?
Fazemos tantos pet sittings de gatos e percebemos que ainda há um mundo por descobrir e para partilhar com todos os cat lovers!

Enriquecimento ambiental e estimulação mental para os nossos gatos? O que é isso e qual o objectivo?

O gato é cada vez mais a opção como animal de companhia, muito provavelmente devido ao estilo de vida que temos, sempre atarefados e cada vez mais a viver em apartamentos. Os gatos têm fama de serem autossuficientes e independentes, sendo por isso considerados uma boa opção como animais de companhia. Muitos consideram que água fresca, comida nutritiva e areão limpo são as condições necessárias para que tudo corra bem… ERRADO! Todos os animais (incluindo nós, humanos) necessitam de um ambiente estimulante que promova a sua atividade física e mental. Na perspetiva do gato que vive nos nossos lares, o ambiente em que se encontra é muitas vezes aborrecido, pois não têm quase nada para fazer. Caçar, lutar, acasalar, marcar território, interações sociais diversas, evitar situações perigosas, procurar locais para descanso… entre outras atividades, ocupam o dia de um gato em liberdade! 

Como resultado de um ambiente pobre, muitos gatos podem desenvolver problemas de saúde, como o aumento de peso, e problemas de comportamento, como arranhar o sofá, miados intensos e constantes, “caçar” pernas, urinar e defecar no local errado… No entanto, muitos destes comportamentos apesar de não agradarem ao tutor são perfeitamente normais, como é o caso de arranhar o sofá. Torna-se então evidente a importância de adaptar o ambiente dos nossos lares às características e necessidades do gato. 

O Enriquecimento Ambiental (EA) pode dar a resposta necessária. O EA refere-se a objetos ou situação que proporcionamos aos nossos gatos para que possam manifestar comportamentos naturais da espécie. Ambientes enriquecidos promovem o desenvolvimento sensorial e motor, estimulam a aprendizagem e promovem o Bem-estar, evitando problemas comportamentais que em situações de intolerância por parte do tutor levam ao abandono e eutanásia. O EA é uma forma de prevenir e resolver problemas comportamentais. Voltando ao exemplo do sofá. Ninguém gosta de ver o sofá estragado, mas é normal e importante (é um comportamento de marcação com a função de comunicar) para o gato poder manifestar este comportamento. Para resolver esta questão e ficarem todos satisfeitos, devemos dar ao gato uma alternativa e colocar um arranhador onde possa fazer a marcação. Desta forma o comportamento natural, que constitui uma necessidade comportamental, irá continuar a ser manifestado mas dirigido a um alvo adequado, tornando-se em algo aceitável por parte do tutor.

As estratégias de enriquecimento ambiental utilizadas para implementar estas alterações, podem ser bastante diversas e, na maior parte dos casos, não exigem um investimento económico e são relativamente fáceis de executar. Obviamente que a escolha dos itens a utilizar ou dos desafios apresentados dependem das particularidades do gato em questão, tais como idade, experiências anteriores, estado de saúde e preferências individuais. 

Que dicas podemos dar aos donos para tornar a nossa casa mais acolhedora para os nossos gatos (mais cat-friendly)?

Tal como nós temos a nossa casa organizada por zonas os nossos gatos também precisam de ter um território organizado segundo os seus padrões. Partilhamos a casa com eles, mas algumas necessidades são diferentes das nossas e a forma como olham o mundo é também distinta. O que fazer? O segredo é tentar olhar para a nossa casa na perspectiva do próprio gato. A nossa casa é o território do gato! Será que a forma como organizamos os seus recursos faz sentido? Provavelmente não. Tal como nós o gato precisa de zonas de descanso, zonas de lazer, zonas para comer, zonas para beber, zonas para urinar e defecar. É desta forma que organiza o seu espaço quando se encontra em liberdade. Em nossa casa, acontece com bastante frequência estas zonas estarem extremamente próximas (água, comida, caixa de areia e cama lado a lado) o que gera stress e leva o gato a procurar outras zonas para manifestar alguns comportamentos (por exemplo, se a cama está próxima da caixa de areia, pode levar o gato a urinar no tapete da divisão ao lado!). Distribuir os recursos pela casa é importante. A localização dos recursos também pode ser um problema. Devem estar em sítios calmos em que os gato se sinta confortável. Por exemplo, um gato pode não utilizar a caixa de areia porque esta se encontra junto à máquina de lavar roupa. É suficiente que algumas vezes que procura caixa de areia se assuste com o ruído da máquina e evite lá voltar. Urinar noutro local da casa vai ser provavelmente o resultado da má localização.

O número de possibilidades e forma de apresentação dos recursos são outros factores a ter em conta. Quanto ao número de possibilidades (comedouros, bebedouros, caixas de areia, etc), é importante dar alternativas ao gato em situações de conflito/receio para o caso de haver alguma coisa que impossibilite acesso a determinado recurso. Esta situação é frequente em casas com mais do que um gato, em que um deles pode impedir o acesso de outro à caixa de areia. Por este motivo aconselha-se que o número de caixas de areia seja igual ao nº de gato + 1 (isto é, se tiver 2 gatos, aconselham-se 3 caixas) e que sejam colocadas em locais diferentes. No que toca à forma de apresentação, podemos referir a comida e a água. A comida em vez de ser colocada numa taça pode ser dada num dispensador de comida ou através de um jogo (jogos cognitivos onde têm que ultrapassar um desafio para conseguir comida). Desta forma para além de terem acesso a comida, estão a ser estimulados mentalmente e fisicamente, o que, entre outras coisas, poderá satisfazer o comportamento natural de caça. Água parada ou corrente? Muitos gatos preferem água corrente em vez da que é oferecida numa taça. Essa preferência é muitas vezes manifestada pelos pedidos incessantes dirigidos aos donos para lhes darem água no lavatório do wc, banheira, pia da cozinha… Um alternativa é a fonte de água. Desta forma têm acesso a água corrente e promove-se a ingestão de água, que tantas vezes é motivo de preocupação uma vez que a ingestão reduzida está relacionada com problemas orgânicos, como problemas renais.  

“Sim, o meu gato tem brinquedos.” “Sim, tem arranhadores à disposição.” Na perspectiva do dono estes recursos estão disponíveis, e para o gato? Disponibilidade não significa que estão a ser utilizados e se não estão quer dizer que não cumprem a sua função. Garantir que o gato brinca com determinado objeto e que mantém o interesse é fundamental. Uma estratégia muito simples é deixar os brinquedos em locais definidos e verificar se estão noutro sitio… se assim for quer dizer que esteve a brincar. Para manter o interesse podemos utilizar uma estratégia que muitos pais utilizam com os seus filhos. Ter uma caixa para os brinquedos e fazer a gestão dos brinquedos, apresentando apenas alguns de cada vez e ir trocando com que estão na caixa. Para além da brincadeira solitária também devemos estimular a brincadeira social. Fazê-los correr atrás de bolas que tiramos ou de penas/fitas que agitamos são duas possibilidades eficazes e económicas. No que se refere ao arranhador, também não é suficiente existir um em casa. Colocar o arranhador em zonas com significado social (por exemplo, junto aos sofás, pois é um local onde normalmente se recebem as visitas que trazem odores estranhos ao ambiente do gato) e junto a zonas de descanso são normalmente as preferidas pelo gato.

Destaca-se ainda a importância de uma zona segura. É um local tranquilo que o gato pode utilizar sempre que quiser, especialmente quando tem medo ou está desconfortável com determinado estímulo. Exemplo disso é o gato que não aprecia determinadas visitas. Sempre que aparecem deve ter a possibilidade de se refugiar. Assim evitam-se situações de stress intenso para o gato e a possível manifestação de comportamentos indesejados, como agressividade por medo. Quem define se um local é uma zona segura é SEMPRE o gato! A possibilidade de explorar o ambiente na vertical é muito significativa para a gestão de stress de um gato. Sendo por natureza predador e presa, em situações de conflito/medo o gato tende a procurar locais mais elevados para se sentir seguro… das alturas consegue controlar melhor os estímulos que PERCECIONA como ameaçadores!    

Treinar gatos é possível. Em que situações pode ser fundamental treinar o nosso gato?

É possível treinar um gato? Para quê treinar um gato? Apesar de ainda pouco utilizado em gatos, o treino positivo, é possível e importante. Têm capacidade de aprender, só temos que conhecer o seu comportamento e aquilo que pode ser utilizado para os motivar a trabalhar – o reforço. Torna-se portanto essencial o conhecimento dos princípios básicos da aprendizagem e aquilo que os motiva. Nada de excepcional… o mesmo se passa com as outras espécies! 

Treinar um gato é muito mais do que conseguir que faça alguns truques, é uma forma de Enriquecimento Ambiental que promove interacção social connosco, importante para conhecermos melhor o nosso companheiro e ele nos conhecer a nós (o treino exige observação e comunicação de ambas as partes). Este aspecto torna-se ainda mais importante quando estamos a trabalhar com uma espécie que é tão subtil na sua comunicação, como é o caso do gato.
É divertido para nós e para o gato e ajuda ainda a prevenir problemas comportamentais, muitas vezes resultantes de frustração e falta de actividade, podendo também ser útil no estabelecimento de rotinas desejáveis. Recomendo vivamente!

Por outro lado, se houver algum problema comportamental, pode ser uma ferramenta de extrema utilidade para alterar a situação. Comportamentos como agressividade, eliminação inapropriada, mobília arranhada estão entre as principais queixas. Diferentes estratégias podem ser utilizadas de forma concertada na modificação comportamental para resolução do problema. O treino integrado num plano de modificação comportamental pode trazer diversas vantagens. Entre elas destaca-se a possibilidade de promover o autocontrolo e a utilização de comportamentos aprendidos como ferramenta, na medida em que em determinada situação se pode pedir um comportamento aprendido em substituição do comportamento não desejado. Pode ainda ser usado como um instrumento de “recuperação” de animais de centros de recolha de forma a torná-los mais calmos e meigos e, desta forma, mais “adoptáveis”, aumentando simultaneamente a probabilidade de uma adopção bem sucedida. Todas as valências do treino acima referidas podem ser resumidas na grande vantagem do treino em contribuir para o Bem-estar do gato.




Gato: Fugas, 2014 (Canil Municipal de Sintra)
O Fugas faz vários comportamentos quando é pedido. Neste caso foi-lhe pedido um senta.
Foto: Bárbara Noriega

19/10/14

IV Congresso da PSIanimal

Este ano tive a alegria de participar no IV Congresso da Psianimal.
Passei um fim-de-semana muito bom em Sintra a aprender sobre comportamento de cães, gatos e mais animais de companhia como iguanas, dragões barbudos, cobras, tartarugas e porquinhos da Índia, durante estes dois dias de congresso da PSIanimal.

Há coisas que são comuns em todos: enriquecimento ambiental, estimulação mental e treino baseado em reforço positivo! É isto que também promovemos nos nossos Pet sittings  ...E melhor de tudo é saber que já contribuímos positivamente para um maior bem-estar de alguns cães e gatos que nos passam pelas mãos.

Não quisemos deixar de pedir ao Presidente da PSIanimal, Gonçalo da Graça Pereira para nos deixar alguns comentários sobre o Congressos deste ano e perspectivas futuras.

Qual o balanço deste IV Congresso da PSIanimal?

Ano após ano a família PsiAnimal cresce. O interesse pela Terapia do Comportamento e Bem-estar Animal aumenta em várias direcções... não apenas veterinários, mas muitos outros profissionais (treinadores, biólogos, antropólogos, psicólogos, zootécnicos, entre outros) e estudantes, juntaram-se neste nosso Congresso para discutir o caminho da Medicina do Comportamento e a Terapêutica quer em cães e gatos, mas também nos novos animais de companhia. Sentimos que cumprimos mais um passo nesta nossa missão.

Sente que as questões de comportamento estão a ganhar relevância junto dos Médicos Veterinários, outros profissionais da área e cuidadores? 

Sem dúvida. Os tutores dos animais procuram respostas a perguntas que formulam no dia-a-dia, que todos os profissionais da área (não apenas veterinários) precisam saber responder.

Quais os objectivos da PSIanimal até ao próximo Congresso?

Muitos.... Temos muitas tarefas para além do Congresso, que temos vindo a adiar devido ao facto deste ano que está prestes a terminar ter sido recheado de acções de formação. Este ano iremos ter menos acções de formação, mas iremos tentar atingir outras metas a que nos propusemos. Nomeadamente na edição de material de apoio e desenvolvimento de uma possível bolsa de estudo. Vamos ver o que conseguimos..

Aqui na Trela estaremos sempre atentos ao trabalho da PSIanimal. Não pos deixem de acompanhar no site e Facebook:

http://www.psianimal.org/
https://www.facebook.com/psianimal


15/09/14

Será que alguns donos têm coração?

"Gostaria de saber quanto custaria levar a passear um cão já com 13 anos, muito dócil devido à idade, que já a vê e ouve mal, umas 2/3 vezes por dia para fazer as necessidades, dar de comer 1 vez ao dia e mudar a água, por um período de 18 dias?" - Ás vezes recebo alguns contactos (infelizmente mais frequentes do que gostaria) que me fazem esbugalhar os olhos, cair o queixo e ler várias vezes a ver se entendi bem.

Não fazemos pet sitting a cães sozinhos por mais de  cinco dias  (ver post: quantos dias aguenta um cão sozinho) que pela nossa experiência sem companhia, começam a ficar mais tristes e mais ansiosos por não terem o contacto com pessoas. Os cães são seres sociais e adoram estar connosco. Precisam disso. Se não pode estar com o seu cão mais vale repensar nas razões porque tem um cão. 

Para além do mais a atenção dos donos, interacção com eles é tão importante como as idas à rua "para fazer as necessidades" ou dar de comer e trocar a água. Que vida levou este cão para que ao final de 13 anos o dono ache aceitável deixa-lo sozinho por um período de 18 dias? Nem quero pensar.

Felizmente a maior parte dos donos stressa por deixar os cães umas horas, ou um fim-de-semana, e ficam mais descansados quando recebem as fotos dos pet sittings depois das visitas com os cães sorridentes e de língua de fora.

"Então e se tiver mesmo de se ausentar por 18 dias ou mais?"
Nestes casos recomeçamos pet sitting de internato onde estão sempre acompanhados.  Podemos dar algumas opções de colegas que disponibilizam este tipo de pet sitting. Ou sugerimos a colaboração de um familiar ou amigo que fique com o cão ou vá passar uns dias a sua casa. Quantas vezes os cães vão para casa das "avós" e nós vamos lá ajudar nos passeios? Soluções existem basta procurar a melhor opção.

Recordo também um telefonema de uma senhora que tinha mesmo de viajar por 4 semanas em trabalho (perfeitamente natural que aconteça), e precisava que lá fossemos visitar a gata uma vez por dia e de 15 em 15 dias leva-la ao Veterinário para ela continuar o tratamento de quimioterapia que estava a fazer. Na altura estava a fazer quimioterapia com a minha Pixie e lembro-me de ter ficado parva com a proposta. Disse à senhora que não poderia aceitar este pet sitting e sugeria que a gatinha ficasse ou acompanhada por alguém ou em último caso internada. Não tomo conta de gatos sozinhos por mais de 10 dias (quando são dois ou mais fica mais fácil), muito menos num caso em que a gatinha inspira cuidados de saúde. Nem sou capaz de aguentar a ansiedade de um dia para o outro. Será que está bem? será que aconteceu alguma coisa? um gato saudável dorme, brinca, come, nós entendemos isso quando os visitamos. Mas num caso destes é fundamental haver um maior acompanhamento. Nem vejo as coisas de outra forma.. Acreditam que a senhora ficou ofendida por não aceitar não fazer o pet sitting? Para mim não há nada mais importante que o bem-estar animal e sou incapaz de aceitar um serviço onde algumas coisas, que para mim são essenciais, não estão garantidas.

Na verdade estas situações partem-me o coração.
Será que estes donos têm coração? no mínimo um de pedra.. e fico triste só de pensar a vida que estes bichinhos levam com donos de tal forma descuidados com seu bem-estar.


18/08/14

Puzzle para gatos!

A minha Bea engordou nos últimos meses e tive de tirar a comida a disposição dela.

Para comemorar os primeiros 100 gramas perdidos ofereci-lhe um puzzle para brincarmos juntas!  


Sempre explorei muito a estimulação mental com os cães porque eles adoram mas na verdade começo a fazer o mesmo (e cada vez mais) com os gatos.

Ela adorou a brincadeira! 
Não só por ser gulosa mas também porque como gata que é curiosa que tem um cérebro para usar :)

Os puzzles são uma óptima opção para interagir com o seu gato e para eles se entreterem com um jogo que os desafia!

Fica a sugestão para os vossos gatos.

Vejam o pequeno vídeo:

17/08/14

Gato alfarrabista

Andamos por Lisboa toda e adoramos ver os gatos as janelas, nos muros, a dormir ao sol.. É o clássico do "olha o gatinho!" Sempre que os vemos. Acho que qualquer maluco por gatos faz isto não é?

Apenas ficamos de coração nas mãos sempre que os vemos a atravessar a estrada à maluca...

Desta vez reparei neste gato a dormir na montra de um alfarrabista em Benfica! 

Coisa mais boa não é? 


Bom domingo! 

18/09/13

"assinado: a mãe neurótica"

SMS recebida: 
"Então como estava o meu pequeno? ass: a mãe neurótica" 

Volta e meia "calha-me na rifa" uma "mãe neurótica". E depois de receber este SMS fartei-me de rir e disse a dona que ia acabar por escrever um dia sobre esta SMS e sobre mães neuróticas aqui no blog.

Ela achava que era a única mas não. Há muitas mães assim.
Mães de gato ou de cão que querem saber tudo ao mais mínimo detalhe... Quanto comeu (exactamente), quanto bebeu (exactamente), de que tamanho era o cócó (exactamente), se fez xixi (exactamente onde?), se está a brincar, se está bem disposto, se sente saudade.... Na verdade há muitas mães(-de-bicho) neuróticas.

Muitas são assumidas outras topamos pelas peguntas que fazem.
E se normalmente gostamos de ser detalhados nos relatórios que enviamos por SMS, email com estas mães somos exaustivos e normalmente falamos ao telefone bastante tempo a descrever tudo o que se está a passar.

Neste momento estão a pensar uma de duas coisas:
1) eu sou claramente uma mãe assim.
2) credo que gente mais doida da cabeça.

Pois eu consigo entender melhor as mães neuróticas que aqueles donos que me dizem "ah.. não precisa de enviar mensagem", a sério!? vai de férias e não quer receber uma SMS (que nem tem de pagar) a dizer como está o seu miúdo? Por mais triste que isto pareça já me aconteceu mais que uma vez. Mando mensagem na mesma, ou no mínimo um email com fotos/notícias.

Prefiro mil vezes cantar os parabéns a um gatinho com a dona em alta-voz no telemóvel - como já fiz - e no final entregar-lhe a prenda que a dona tinha deixado para ele :)

Amor de mãe não se explica, aquilo que fazemos com os nosos bichos por gostarmos tanto deles também não. Todos os donos são diferentes e cada um cuida dos seus filhotes peludos à sua maneira. Cabe-me a mim enquato pet sitter entender isso e saber corresponder com um nível de detalhe adequado à "pancada" de cada um.

Nestas situações às vezes penso muitas vezes credo que gente mais doida da cabeça mas depois se for a pensar bem... eu sou claramente uma mãe assim!

Palavra de pet sitter
(também mãe orgulhosa de três bichos: a Pixie a Puma e a Bea)


16/09/13

Bú! (ganha coragem)

Na história da Trela há fotos que para mim são históricas! Esta foto do Bú é uma delas. Na visita prévia soubemos que não iamos ver o Bú que com estranhos era muito tímido. Verdade, todos os dias encontravamos o Bú debaixo do sofá ou atrás do armário imóvel que nem uma estátua. Um dia ainda o vimos a passar no corredor para se ir esconder. No entanto sabiamos que estava bem que havia correrias e brincadeiras com a sua companheira Zé. Mas sempre que lá iamos não aparecia.. excepto no último dia! Em que apareceu e ficou assim imóvel a olhar para mim. Sentei-me no chão e fiquei quieta a "fazer-lhe olhinhos". Tirei foto (esta tem zoom) e fiz um pequeno vídeo para mostrar aos donos. Foi uma grande conquista. O Bú é um gato lindo que parece que foi pintado a pincel, apesar de muito tímido tem um ar zen e adorei este nosso momento.

15/09/13

A Zé perdeu a vergonha

A Zé no primeiro dia não saiu de trás do armário cheia de vergonha.. Mas depois quando entendeu que íamos lá a casa e só coisas boas aconteciam (comida, aguinha fresca, wc limpa, festas e brincadeira) a pequena Zé foi ganhando confiança e ficou super à vontade como podem ver na foto. Bem-disposta e brincalhona acabou por virar minha sombra e companhia durante as visitas. Grande sorte que ganhei uma amiga ;)

14/09/13

Balú fica em casa na companhia da trela

O Balú é um gato cheio de personalidade que tivémos a sorte de conhecer este verão. A dona estava preocupada porque o Balú costuma ir a rua passear aos quintais das traseiras para trazer-lhe prendas (insectos, osgas, pardais e ratinhos.) Estando alguns dias fora de casa o Balú ia ficar em casa sem as suas habituais saídas contando com a nossa companhia e brincadeiras. Portou-se lindamente durante a ausência da dona e ficou entretido com os seus brinquedos e com a caixa de cartão.

13/09/13

"Azar é não ter um gato preto" Feliz sexta-feira 13

esta é a cara de ronron da minha puma.. se tivesse som esta foto ia soar a um motorzinho bom!
Adoro a minha gata preta.. E festejo isso mesmo todas as sextas-feiras 13!

19/05/13

Aqui há gato...

Os donos vão para fora divertir-se e ficam muitas vezes de coração apertado a pensar o que estará o meu bichinho a fazer em casa? Uma das responsabilidades de pet sitter é "fazer queixinhas". Contamos e mostramos tudo.

Nos pet sittings, os gatos são reis da paródia. Por vezes até parece que aproveitam a "folga" do dono para fazer ainda mais traquinices..  eles brincam, a pet sitter arruma! Há gatos que incrivelmente não mexem em nada, não desarrumam um tapete.. Mas tem outros..e principalmente quando são mais do que um.. é  animação garantida!

Desde que não se magoem significa que estão óptimos a fazer "coisas de gato": rallys no corredor, explorar, brincar e desarrumar :) Quando chegamos muitas vezes estão ferrados a dormir e vêm ter connosco a espreguiçar-se... Basta olhar a volta e perceber o que aconteceu.. depois de tanta brincadeira foi dooooorrrmmiiiiir! Os gatos sabem viver e aproveitar a vida!

Esta foto é um clássico dos pet sittings da Trela e Companhia. Só falta a aurélola na pequena Midore. Ou uma legenda a dizer: "Não fui eu.. foi o Amadeus!", o outro gato da casa :)

às vezes parece que quiseram lavar os dentes.. outras vezes as coisas não são para por no lugar que eles não querem ! mais divertido tudo fora do sítio ;)
Gavetas abertas! Passo seguinte: tirar tudo cá para fora!
Um pequeno truque para eles nos "rallys da meia-noite" corredor fora não se fecharem em nenhuma divisão ;)





06/05/13

Niki - o gato grande, lindo e fofo!


Niki - Pet sitting

Parece um peluche, mas não é. é um gato de verdade! Este gatão Bosques da Noruega contou com a nossa companhia durante a ausência dos donos. Portou-se lindamente (ou não fosse um Senhor Gato), e mostrou-se sempre muito meigo e brincalhão. Adora festas (muitas festas!!!) e de brincar até ficar deitado a rebolar-se no brinquedo. Esteve sempre com bom apetite e ao contrário do que acontece com visitas, andou sempre atrás de mim como uma sombra!

Já conhecem os amigos da Trela e Companhia? Veja aqui.