Imaginem uma sala cheia de gateiros a ouvir coisas giras só sobre gatos! Tão bom :)
Estivemos no CCB a ouvir a Vicky Halls a falar destas maravilhosas criaturas que são os gatos! ❤️ miauuu!!
Quem tem gatos e é maluco por gatos como eu sabe como é bom falar de gatos.
Incrível como há coisas que para mim são óbvias e que para muita gente não é.
Não imaginam a quantidade de casas que encontramos onde as coisas dos gatos estão todas no cantinho do gato.... ou seja a tacinha da água e da comida ao lado da WC deles. Gostaria de saber se por acaso alguém iria achar graça comer na casa-de-banho...
Foi uma manhã cheia de dicas intereessantes e uma abordagem muito interessante sobre os felinos. Se não conhecem esta senhora recomendo vivamente.
Estes olhos doces são do nosso amigo Sebastião, que quando é necessario vai passear na companhia das tias como já nos chamaram carinhosamente! (Ficamos de coração tãããoo derretido!!)
E nos passeios o Tião recebe festas mimos, cheira todos os cantinhos, rebola na relva, anda no meio das ervas altas! Nenhum passeio é igual e o Tião sabe aproveitá-los ao máximo!
A Pepita cresce todos os dias e muitas vezes nem reparo!
Só quando a comparo com coisas que não mudam de tamanho.. Quase que já consegue saltar para o sofá! Já consegue por as patas no topo do banco, já tenta ajudar-me a tirar a roupa da máquina.. :D Uma pestinha boa!
Recentemente a Pepita conseguiu finalmente agarrar na bola de ténis e segurá-la na boca sem deixar cair!
Até agora brincava com uma mini-bola de tenis que uma das tias queridas lhe ofereceu. Mas hoje arrisquei levar a bola grande para o parque e que linda! Tão crescida que ela está! Já vai buscar a bola de ténis como os cães grandes ;)
"Ok já entendi! A porta de casa só funciona quando me sento." Pepita, 3 meses.
Experimentem este truque:
Peçam ao vosso cão para sentar e só abrem a porta enquanto ele permanecer com o rabo no chão. Devagarinho vão abrindo a porta.
Se levanta o rabo a porta fecha. Voltamos ao início. Senta. Abrimos a porta devagarinho. Ok! Podes entrar :)
Todos os dias conseguimos um senta mais sólido, mais rápido e durante mais tempo. É simples, requer paciência mas é muito mais fácil de se conseguir do que parece quando tentamos a primeira vez.
Funciona também quando queremos entrar em casa e temos um cão doido aos saltos do outro lado. Faço isso muitas vezes quando vou a entrar nas visitas nos pet sittings. Abro uma nesga digo "olá lindo! Senta." Quando sentam abro devagarinho se levantam o rabo fecho a porta e tento de novo :)
É um jogo super divertido para se fazer com os cães e enquanto brincamos trabalhamos o auto-controle. O treino é suposto ser divertido e não uma chatice. Os cães adoram treinar e usar o cérebro. Experimentem!
Não digam que o vosso cão não aprende que ficariam surpreendidos com o que conseguem ensinar ao vosso cão!
Depois digam-me como tem sido.
Ps: Adoro o olhar inteligente da minha Pepita! (Sou uma Mãe babada!)
Se as pessoas não se medem aos palmos, os cães também não.
Tenho de assumir que quando decidi ter um cão pequeno nunca pensei o que seria passear um cão pequeno. Já fiz muitos Dog walkings a cães pequenos mas não tem nada a ver. Ai estou a trabalhar é diferente. não falo com pessoas, não me cruzo com outros cães e vou concentrada no que estou a fazer,
Passear a minha Pepita onde moramos, conhecer os vizinhos e cumprimentar quem passa não tem nada a ver.
A Pepita pesa agora cerca de 3kgs apenas, mas não passa despercebida quando a passeio.
Passei a coleccionar o que oiço na rua quando passeio a pepita e é hilariante! Desde os clássicos aos comentários mais criativos ou mesmo idiotas... Vejam o que tenho ouvido:
"Olha um cãozinho!"
"Oh tão pequenino!"
"Oh Coitadinho!"
Coitadinho porquê? esta não entendo.
"Não cresce mais?"
"Que bonequinha!"
"Ai que fofinho!"
"Dá para levar no bolso!"
"Olha um cão a pilhas!"
"É um porta-chaves!"
"Não traz as chaves penduradas?"
"É do tamanho da cabeça do meu cão!"
Esta é o que todos os donos de cães dizem! Eheh
"Olha a fera!"
"Cuidado com o cão! ...não o pisem!"
Esta até eu digo nos almoços de família com muita gente...
"Ó menina, olhe que isso dura pouco!"
Então porquê?
"Acaba a pilha rápido!"
Não se preocupe que tem muita pilha... :D
"Epah isso dava para abrir um pãozinho e pô-lo lá no meio!"
?!??!
"Oh cãozinho vê se cresces!"
"Vai no porta-luvas?"
(...)
Vou acrescentando à medida que vou ouvindo.. A Pepita só começou a ir a rua passear todos os dias desde o início do ano por isso isto promete!
Algum de vocês tem um cão pequeno?
o que costumam ouvir? :)
Pois é! É assim como quem não quer a coisa a Trela e Companhia faz
4 aninhos!
O projecto arrancou em 2011 depois de uma resolução de ano novo.
Queria fazer algo diferente para além do meu trabalho e hoje lá me continuo a
dividir entre estes dois trabalhos gerindo a minha pequena equipa para os
clientes que nos acompanham desde o primeiro ano ou desde este último mês.
Sempre que que chega a Janeiro faço inevitavelmente um balanço e é
inacreditável de como todos os anos estamos mais crescidos. 2014 foi um ano de
mudança onde conseguimos chegar mais longe com passeios diários graças à equipa
que tempos. Em 2014 reforçamos laços com os nossos clientes de quem guardamos
as chaves de sua casa. Somos as tias, pertencemos à família, temos uma palavra
a dizer antes de marcar aquela viagem. Temos uma grande família, em 2014 trabalhamos todas as semanas, praticamente todos os dias e isso foi extraordinário!
O ano de 2014 foi especialmente duro para mim porque a par de
todas as alegrias perdi a minha doce Pixie por causa de um maldito cancro.
Lembro-me dela tantas e tantas vezes. Faz-me uma falta gigante e agradeço-lhe
tudo o que trouxe a minha vida.
Se não fosse a Pixie eu nunca teria tido chatices com um cão,
nunca teria procurado ajuda, nunca me teria tornado uma dog geek e nunca teria
criado a Trela e Companhia.
À conta da Trela já conheci não centenas, mas seguramente milhares
de pessoas nestes 4 anos que muito me fizeram aprender e crescer como pessoa e
como pet sitter.
Este ano também recebi feedback delicioso ao blog (tantas vezes
negligenciado) e palavras deliciosas das pessoas que nos escrevem, ligam e às
quais sentimos que conseguimos fazer a diferença com as coisas que partilhamos
e pela forma como nos dedicamos ao pequenos de 4 patas.
Por isso a melhor homenagem que posso fazer à minha Pixie, é
partilhar tudo o que ela me ensinou nos maravilhosos 6 anos em que estivemos
juntas, às pessoas e bichinhos com quem lidamos diariamente na trela. Essa tem
sido a minha missão e sempre que sinto que fazemos a diferença na vida de algum
cão ou gato ou sua respectiva família o meu coração enche de felicidade.
Hoje dia 23 de Janeiro a Pixie faria (ou faz lá no céu dos cães) 7
anos de idade <3
Decidi que hoje dia 23 de Janeiro vai ser o dia em que vou passar
a festejar o aniversário da trela e companhia que começou em Janeiro não sei
bem em que dia..
4 anos de existência!!
Tantas histórias hilariantes e bons momentos!
Obrigada pela vossa companhia e por continuarem a dar trela a este
meu projecto.
Temos expectativa que 2015 vai ser um ano fabuloso e para isso
basta olhar para minha Pepita fofa com a qual tenho dedicado muito tempo e a
pequerrucha todos os dias me arranca sorrisos e faz-me aprender mais coisas.
Temos tanto a aprender com os nossos cães e gatos!
Keep in touch!
Esta foi a foto da minha querida Pixie que deu origem ao actual logo da Trela e Companhia. <3
Estava a passear a Pepita e parou um carro perto de mim. Achei estranho até que me dizem: "Boa Noite. Somos inspectores da Câmara Municipal de Lisboa e gostaríamos de saber se a senhora tem sacos para apanhar os dejectos do seu cão." Nem podia acreditar!!! "A sério? Mas inspectores para ver quem passeia cães? Se apanham os cocós?" "Sim e já passamos algumas coimas nesse relvado." Mostrei-lhes o rolinho dos sacos que tinha no bolso e disse que não fazia ideia que eles existiam e que ficava muito contente por saber que havia inspecção. Gostaria que não fosse necessário haver inspecção. Apanhar os cocós do cão devia ser algo tão natural e óbvio como lhe dar de comer. Mas as ruas de Lisboa estão tão minadas, que pode ser que algumas pessoas passem a apanhar os presentes do cão e a oferecer-los ao caixote de lixo. Não custa nada. Deixe-se de merdas e seja responsável. Apanhe sempre o cocó do seu cão. Todos agradecemos.
Algo super importante é ensinar o nosso cachorro desde pequeno a sentir-se confortável quando manuseado.
O facto do seu cão gostar de festas não significa que gosta ou que se sinta confortável quando manuseado. E não julgue que isto é menos importante que a sociabilização a pessoas e a outros cães. O sentir-se confortável quando tocado pelas mãos de alguém pode ser fundamental na vida do seu cão.
Quando a Pixie foi cachorra não fiz nada do que estou a fazer com a Pepita. Logo quando tivemos infelizmente de começar a por-lhe cateteres nas patas, a dar-lhe injecções de quimioterapia e a ser apalpada num exame médico, sei que teria sido mais fácil para ela se ela se sentisse confortável ao ser agarrada e manuseada.
E não precisamos de ir tão longe, como pet sitter já aconteceu algumas vezes ter de tirar um coco pendurado por um fio de cabelo ou de erva do rabo de um cão.. Não é algo que eles gostem e invariavelmente resmungam. Ou quando lhes entra um pico nas patas (principalmente quando são peludos..) ou quando temos simplesmente de lhes limpar a terra/lama das patas. Qualquer pessoa tem vantagens em ensinar o cão a ser manuseado. Aliás quando estamos com aqueles cães bonzinhos que deixam fazer tudo percebemos a maravilha que é poder ter um cão que confia ou está confortável o suficiente para nos deixar mexer nele.
Por isso dedico algum tempo ao manuseamento da Pepita. De uma ponta a outra: patas, unhas, almofadinhas, perninhas, coxas, cauda, rabo, orelhas, boca e dentúça, mexer na barriga nas costas, agarrá-la e manuseá-la de uma ponta a outra.
Não é de todo um exercício fácil para um piolho eléctrico que vira piranha ás vezes. Quem tem um cachorro sabe bem que agarrar nele não é tão simples como parece. Por isso é importante trabalhar nesta tarefa para que gradualmente fique um pouco mais fácil.
Aproveitamos quando estão mais molinhos. Vamos fazendo manuseamentos simples, fazendo sempre associações positivas. E gradualmente à medida que o cachorro vai estando mais confortável vamos aumentando o critério.
Apenas vos digo que como notei que a pepita não adorava ser manuseada e fui fazendo gradualmente o manuseamento. Quando fomos as vacinas reparamos como a pulguinha esteve bem mais sossegada e confortável com as vacinas e exame médico :)
Boa Pepita!
Continuamos a fazer estes exercícios e pedimos ao resto da família e aos amigos que o façam :)
Dar o jantar enquanto fazemos o manuseamento das patinhas
Porque apesar da alegria do Natal com a Pepita não pude deixar de lembrar que há um ano o Natal foi uma animação contigo.
Tínhamos começado a quimioterapia contra o malvado cancro e a cortisona e tu eras um "novo cão" sempre com apetite! O Veterinário bem avisou que o apetite era capaz de aumentar...
Lembro-me de te ver por a pata na toalha de Natal e esticar o pescoço para roubar um sonho na mesa. No mesmo segundo escapuliste por debaixo da mesa e depois para fora da sala... Só eu vi! Uma família gigante e mais ninguém reparou! Conhecia-te de ginja! Eheh Tão ninja! Tão linda!
Se tivesse sido só o sonho...
A meio da azáfama de levar a loiça para a cozinha só oiço a minha mãe dizer "aí Pixie sua malandra!" Voei para a cozinha e tinhas a cabeça enfiada no caixote de lixo a comer de forma sôfrega os restos do Peru de Natal enquanto a minha mãe te segurava pela coleira.
Nem dava para acreditar no que via! Muita estimulação mental faz com que abrir um caixote de lixo seja um desafio de principiante... Não é menina Pixie? "Oh Mãe desculpa! Sabes que a Pixie está farta de vir cá a casa e nunca se portou assim. É da medicação. Está farta de comer e continua a parecer que não lhe dou de comer!" Malandra. Não te podia perder de vista..
Nem dá para acreditar que já não estás aqui comigo. Faz seis meses que partiste. Não sei explicar.. por um lado parece que foi ontem o último Natal que passámos juntas, por outro só eu sei como todo este ano custou a passar.
O cancro ensina-nos várias coisas: e uma delas é que o tempo não é tão simples como ver os ponteiros do relógio a andar ou os dias a passar no calendário.
Gosto tanto de ti Pixie!
Todos os dias fica um pouco mais fácil.
Obrigada Sophia pela foto mágica que tenho da minha Pixie <3
Ser mãe de cachorro é sem dúvida uma das coisas mais
maravilhosas do mundo.
Tão bebé, tão fofinha e engraçadinha nho nho nho...
MAS... (Há sempre um "mas" na vida), é preciso ter muita
pachorra.
Por isso recomendo cães adultos a muita gente que me
vem falar a dizer que quer um cão, ou que lindo que ver a pepita também lhes dá
vontade de ter um cachorro... Eu sou uma pessoa bastante paciente, optimista e
muito compreensiva com os cães e para as suas “coisas” de cão. Mas
digo-vos que é preciso ter pachorra. Muita! E daquilo que conheço das
pessoas que têm cães, muitos não estão preparados, nem têm a disponibilidade
mental e de tempo para cuidar um cachorro.
Os cachorros são fofinhos. Muito.
Mas também têm muita energia e pilha para gastar! Muita!
Fazem muitas
cachorrices! A toda a hora! Excepto quando dormem J
Qualquer cachorrinho
vai ter picos de energia e em 3 segundos vira de fofinho a piranha-que-morde-tudo-e-todos.
Eu tenho muita pachorra mas reconheço que felizmente
aprendi como lidar com estes pestinhas. E assim fica tudo muito mais fácil.
Estou na cozinha com a Pepita.
Entra em modo “Loucura, excitação total! Uhhuuuhhuuu”.
Brincamos com os brinquedos proprios de morder.
Mas eis que me mordisca. Ouch!!
Digo Auuu e saio da
cozinha onde estávamos e deixo-a lá.
Começa a choraminguice
do cão sofrido e abandonado.
Aguento cá fora de
nervos de aço e só volto ao seu encontro quando está caladinha e sossegada.
Custa. Custa pois! Mas tem
de ser assim.
É preciso não ceder
NUNCA. E assim, ela aprende várias coisas muuuuito importantes:
1)Quando mordo na mãe acaba a nossa interação e ela vai
embora. A mãe é muito mariquinhas. Não pode levar uma trinca com mais força.
2)Choramingar não adianta que ela não volta. Mesmo quando
começo a choramingar mais alto ou durante mais tempo. (aqui é preciso ter
nervos de aço e saber controlar a vontade de dizer um “Shiuuuuu!! Tá caladinha!”,
assim como controlar quem também vive lá em casa que também tem de passar a ter
nervos de aço.)
Morder e choramingar
são dois comportamentos que nos podem levar a perder a pachorra rapidamente.
Nem sempre estamos com disposição, há momentos em que o pavio está mais curto.
MAS...
se cedesse ela iria
achar que morder era um comportamento normal a ter com pessoas.
Muita gente não tem
cuidado com isto (“ah é cachorrinho não tem mal”...) mas depois eles crescem,
continuam a fazer o mesmo e deixa de ter graça, magoa e ralha-se (!) injustamente
por algo que sempre permitimos ao cão fazer... Não está certo isto.
Os dentinhos da piranha!
Na verdade, a Pepita
quando me mordisca nem me magoa (excepto aquela vez que em vez de trincar a
tira de coro mordeu o meu dedo com força e quase vi estrelas!). Quero continar
a ensinar-lhe que morder os humanos não é um comportamento adequado. Se me
morde acabo qualquer interacção com ela. Noto que com o passar das semanas ela
também já fica mais crescida e já percebeu isto e já sabe que é muito melhor
ter a mãe por perto que vê-la ir embora.
Quanto ao choramingar estamos numa fase engraçada. A
espertalhona entendeu logo que chorar não me trazia de volta. Então sempre que me vê fica caladinha. (muitos
cachorros saltam, guincham.. e se as pessoas aparecem e interagem com eles esta
estratégia funciona, por isso vão continuar a pular e guinchar para chamar as
pessoas).
A Pepita ouve o despertador de manhã e começa a
choramingar (tipo: estou aqui! Venham brincar
comigo! Já vos ouvi!). Quando sente o nosso movimento a aproximarmo-nos cala-se.
Só passo no corredor quando está caladinha. “Bom dia Princesa!” ...eis que apareço e lhe dou muitos beijos! Ai explode coração! Tão bom um cachorro
ultra-feliz de cauda a abanar e a dar-nos beijos!!
Assim aos poucos a choraminguice piegas vai ficando
menos insistente e mais curta.
Ignoro e peço que lá em casa todos ignorem. Ignorar
significa: Não falar, não olhar, não fazer nada. Sair do campo de visão ajuda.
Quando começa o silêncio. Contar até 10 e aparecer.
Não é fácil. Não. Não é. Mas ninguém disse que iria ser
fácil.
Mas depois à medida que vão crescendo eles vão aprendendo! E
isso é o melhor reforço positivo que temos para o nosso esforço de
auto-controlo :P
O outro dia sai de
perto dela depois de uma mordiscadela e saí do campo de visão dela e fui fazer
outra coisa.
De repente comecei a
ouvir um grande chinfrim e fui espreitar pé-ante-pé.
Vejam o espectáculo com
que me deparei!
Adoro a Gata que devia
estar a pensar “estes cães são tontinhos de todo!!”
Fiquei feliz! A minha pequena estava sozinha mas está entretida.
Aprender a estar sozinho é fundamental e imprescíndivel em qualquer cão.
Se socializar com pessoas é
algo fundamental e tenho trabalhado isso com a Pepita, tão importante é fazer o
mesmo com cães.
Os cachorrinhos quando estão
com os irmãos aprendem a medir a força com que mordem. Se ao
brincar mordiscam com mais força e magoam o irmão, gane, interrompe a
brincadeira e afasta-se. Isto é extremamente importante para que os cachorros
aprendam a controlar a força com que mordiscam, desenvolvendo aquilo que se
chama inibição de mordida.
Inibição de mordida é das
coisas mais importantes que um cão deve aprender em cachorro. Um cão que
aprendeu a inibir a sua mordida vai saber controlar a força com que fecha a sua
mandíbula quando morde. Isto, como calculam faz toda diferença numa situação
que o leve a morder em adulto, provocando ou não "estragos", magoando, ou não, de forma séria.
Por esta razão não se deve
retirar o cachorro de ao pé da mãe e dos irmãos antes das 8 semanas, uma vez
que durante este período os cachorros desenvolvem a sua inibição de mordida. E
pelo facto desta capacidade de inibir a mordida ser algo tão importante na vida
de um cão devemos dar continuidade a esta aprendizagem, promovendo o encontro
com outros cães.
Por esta razão, quando a Joana Sousa da Em Nome do Cão, me falou de passar no QURA na sua aula com cachorros não pensei duas
vezes!
Estas oportunidades são fundamentais
para dar continuidade ao desenvolvimento da inibição de mordida, mas também para
que os cachorros tenham a oportunidade de aprender brincando. Num espaço seguro
e em segurança, promovemos interações supervisionadas, de forma a que eles tenham
oportunidade de interagir e desenvolver a sua linguagem canina.
Há cachorros mais tímidos e
outros mais brutos e mais "bully", contudo, todos eles têm de
aprender a interagir e comunicar. Por outro lado, e pensando na minha Pepita, é
importante que ela, tal como os outros cães na verdade, conheça outros cães de
todos os tamanhos e feitios. Ou seja, tal como um cão pequeno tem de conhecer
e saber interagir com um cão grande, um cão grande tem de saber interagir com
cães pequeninos.
Outra coisa a salientar é que a
interacção entre cachorros nada tem a ver com a interacção entre cachorros e cães adultos. Façam o paralelismo entre crianças e adultos. Quem cresceu com irmãos, ou tem filhos sabe como eles interagem e comunicam. Uma criança se puxa o cabelo com
demasiada força noutra, ou da um pontapé provoca, se calhar uma brincadeira parva e quando doi uma berraria ou choro ou leva
um puxão de cabelo ou pontapé com mais força. Em ambas as situações a
brincadeira divertida acaba. Se uma criança chegar ao pé de um adulto e lhe der um puxão de cabelo ou um pontapé a reação
não será a mesma.... O mesmo se passa com os cachorros que para estarem a brincar aprendem até onde podem ir.
Este dia descobri que a Pepita
embora pequena é destemida junto aos cães grandes, estiveram a interagir de
forma muito bonita e pacífica. Ainda assim, quando se atreveu a dar uma trinca
mais forte ao Jimmy, levou logo resposta, ela ganiu e afastaram-se.
Living and learning Pepita my love!
Tenha sempre a atenção a interação do seu cachorro com outros cães. Não permita bullying não proteja em demasia. Procure aulas de cachorros. São essenciais.
Obrigada à Joana pelo convite e
por estas fotos maravilhosas da minha miúda <3
Para uma correcta sociabilização de um cachorro é fundamental que ele seja exposto a uma panóplia de estímulos diferentes que irá encontrar na sua vida em adulto.
Interações seguras, uma vez que o plano de vacinação ainda não está completo mas imprescindíveis para um cachorro que queremos que cresça equilibrado e saudável.
Nada como aproveitar as manhãs de inverno para sociabilizar a minha Pepita!
Estivemos várias vezes no Estádio Universitário e foi óptimo tudo o que vimos em passeio ao colinho da mãe:
- homens, mulheres e crianças
- pessoas altas, baixas, magras e gordas
- homens de barba
- pessoas com óculos escuros
- pessoas com gorros, chapéus, bonés, capuzes e fitas na cabeça
- pessoas com fatiotas coloridas e cores berrantes
- pessoas a andar ou a correr
- bicicletas a passar
- pessoas a passear ou a correr com os seus cães.
- pessoas a jogar basquete, ou futebol, com gritos de entusiasmo, barulhos próprios dos jogos
- vimos e ouvimos ainda carros e motas, e o trânsito da segunda-circular!
Ufa! Um sem fim de coisas para ver!
Foi simplesmente maravilhoso.
O Dr. Ian Dunbar diz que temos de conhecer 100 pessoas e 100 cães diferentes para uma correcta sociabilização de um cachorro. Uma vez que temos saído para alguns passeios assim, as 100 pessoas diferentes já conhecemos de certeza :) yay!
Até porque há muita gente que não resiste em vir cumprimentar um cão bebé. Eu não consigo resistir? Vcs conseguem?
Se tiverem um cachorro não descurem a sua correcta sociabilização, para além de divertido só lhe faz bem!
Pessoas a correr com correr, com os mais diversos acessórios e cores
Bicicletas a passar!
mais cães! é sempre bom ver cães e outros bichos!
Pepita a comer da minha mão, enquanto assistimos a um jogo de basquete. Associações positivas durante a aprendizagem.
Cara de sono da pepita após uma manhã a conhecer coisas novas <3