31/12/14

Sempre a crescer!

2014 foi um ano cheio de emoções.
O Ano em que a Trela cresceu e fizemos mais passeios e visitas de sempre.  

2015 vai ser sempre a crescer tal como a Pepita, já tão crescida com 3 mesitos! 

Beijinhos e festinhas para todos os nossos amigos. Obrigada pela vossa companhia!

Bom Ano de 2015 para todos!!!



27/12/14

Saudades sempre... E muitas!

Porque apesar da alegria do Natal com a Pepita não pude deixar de lembrar que há um ano o Natal foi uma animação contigo.

Tínhamos começado a quimioterapia contra o malvado cancro e a cortisona e tu eras um "novo cão" sempre com apetite! O Veterinário bem avisou que o apetite era capaz de aumentar...

Lembro-me de te ver por a pata na toalha de Natal e esticar o pescoço para roubar um sonho na mesa.  No mesmo segundo escapuliste por debaixo da mesa e depois para fora da sala... Só eu vi! Uma família gigante e mais ninguém reparou! Conhecia-te de ginja! Eheh Tão ninja! Tão linda! 

Se tivesse sido só o sonho... 
A meio da azáfama de levar a loiça para a cozinha só oiço a minha mãe dizer "aí Pixie sua malandra!" Voei para a cozinha e tinhas a cabeça enfiada no caixote de lixo a comer de forma sôfrega os restos do Peru de Natal enquanto a minha mãe te segurava pela coleira. 

Nem dava para acreditar no que via! Muita estimulação mental faz com que abrir um caixote de lixo seja um desafio de principiante... Não é menina Pixie?  "Oh Mãe desculpa! Sabes que a Pixie está farta de vir cá a casa e nunca se portou assim. É da medicação. Está  farta de comer e continua a parecer que não lhe dou de comer!" Malandra. Não te podia perder de vista..

Nem dá para acreditar que já não estás aqui comigo. Faz seis meses que partiste. Não sei explicar.. por um lado parece que foi ontem o último Natal que passámos juntas, por outro só eu sei como todo este ano custou a passar. 

O cancro ensina-nos várias coisas: e uma delas é que o tempo não é tão simples como ver os ponteiros do relógio a andar ou os dias a passar no calendário. 

Gosto tanto de ti Pixie!
Todos os dias fica um pouco mais fácil.

Obrigada Sophia pela foto mágica que tenho da minha Pixie <3

26/12/14

Nervos de Aço

Ser mãe de cachorro é sem dúvida uma das coisas mais maravilhosas do mundo.
Tão bebé, tão fofinha e engraçadinha nho nho nho... MAS... (Há sempre um "mas" na vida), é preciso ter muita pachorra. 

Por isso recomendo cães adultos a muita gente que me vem falar a dizer que quer um cão, ou que lindo que ver a pepita também lhes dá vontade de ter um cachorro... Eu sou uma pessoa bastante paciente, optimista e muito compreensiva com os cães e para as suas “coisas” de cão. Mas digo-vos que é preciso ter pachorra. Muita! E daquilo que conheço das pessoas que têm cães, muitos não estão preparados, nem têm a disponibilidade mental e de tempo para cuidar um cachorro.

Os cachorros são fofinhos. Muito.
Mas também têm muita energia e pilha para gastar! Muita!
Fazem muitas cachorrices! A toda a hora! Excepto quando dormem J
Qualquer cachorrinho vai ter picos de energia e em 3 segundos vira de fofinho a piranha-que-morde-tudo-e-todos.

Eu tenho muita pachorra mas reconheço que felizmente aprendi como lidar com estes pestinhas. E assim fica tudo muito mais fácil.

Estou na cozinha com a Pepita.
Entra em modo “Loucura, excitação total! Uhhuuuhhuuu”.
Brincamos com os brinquedos proprios de morder.
Mas eis que me mordisca. Ouch!!  
Digo Auuu e saio da cozinha onde estávamos e deixo-a lá.
Começa a choraminguice do cão sofrido e abandonado.  
Aguento cá fora de nervos de aço e só volto ao seu encontro quando está caladinha e sossegada.
Custa. Custa pois! Mas tem de ser assim.

É preciso não ceder NUNCA. E assim, ela aprende várias coisas muuuuito importantes:

1)    Quando mordo na mãe acaba a nossa interação e ela vai embora. A mãe é muito mariquinhas. Não pode levar uma trinca com mais força.
2)    Choramingar não adianta que ela não volta. Mesmo quando começo a choramingar mais alto ou durante mais tempo. (aqui é preciso ter nervos de aço e saber controlar a vontade de dizer um “Shiuuuuu!! Tá caladinha!”, assim como controlar quem também vive lá em casa que também tem de passar a ter nervos de aço.)

Morder e choramingar são dois comportamentos que nos podem levar a perder a pachorra rapidamente. Nem sempre estamos com disposição, há momentos em que o pavio está mais curto.

MAS...
se cedesse ela iria achar que morder era um comportamento normal a ter com pessoas.
Muita gente não tem cuidado com isto (“ah é cachorrinho não tem mal”...) mas depois eles crescem, continuam a fazer o mesmo e deixa de ter graça, magoa e ralha-se (!) injustamente por algo que sempre permitimos ao cão fazer... Não está certo isto.

Os dentinhos da piranha!
Na verdade, a Pepita quando me mordisca nem me magoa (excepto aquela vez que em vez de trincar a tira de coro mordeu o meu dedo com força e quase vi estrelas!). Quero continar a ensinar-lhe que morder os humanos não é um comportamento adequado. Se me morde acabo qualquer interacção com ela. Noto que com o passar das semanas ela também já fica mais crescida e já percebeu isto e já sabe que é muito melhor ter a mãe por perto que vê-la ir embora.

Quanto ao choramingar estamos numa fase engraçada. A espertalhona entendeu logo que chorar não me trazia de volta. Então sempre que me vê fica caladinha. (muitos cachorros saltam, guincham.. e se as pessoas aparecem e interagem com eles esta estratégia funciona, por isso vão continuar a pular e guinchar para chamar as pessoas).

A Pepita ouve o despertador de manhã e começa a choramingar (tipo: estou aqui! Venham brincar comigo! Já vos ouvi!). Quando sente o nosso movimento a aproximarmo-nos cala-se. Só passo no corredor quando está caladinha. “Bom dia Princesa!” ...eis que apareço e lhe dou muitos beijos!  Ai explode coração! Tão bom um cachorro ultra-feliz de cauda a abanar e a dar-nos beijos!!

Assim aos poucos a choraminguice piegas vai ficando menos insistente e mais curta.
Ignoro e peço que lá em casa todos ignorem. Ignorar significa: Não falar, não olhar, não fazer nada. Sair do campo de visão ajuda.
Quando começa o silêncio. Contar até 10 e aparecer.
Não é fácil. Não. Não é. Mas ninguém disse que iria ser fácil.

Mas depois à medida que vão crescendo eles vão aprendendo! E isso é o melhor reforço positivo que temos para o nosso esforço de auto-controlo :P

O outro dia sai de perto dela depois de uma mordiscadela e saí do campo de visão dela e fui fazer outra coisa.
De repente comecei a ouvir um grande chinfrim e fui espreitar pé-ante-pé.
Vejam o espectáculo com que me deparei!
Adoro a Gata que devia estar a pensar “estes cães são tontinhos de todo!!”



Fiquei feliz! A minha pequena estava sozinha mas está entretida.
Aprender a estar sozinho é fundamental e imprescíndivel em qualquer cão.

25/12/14

Pitada do meu Natal com a Pepita

Cucu!!

O Natal na Companhia da Trela

Nada como uma manhã de Natal na companhia dos nossos amigos de quatro patas.
Eu e a Patricia fomos visitar o Maxi e decidimos fazer-lhe uma pequena maldade para desejar as boas festas à Família que estava longe  J

4 mãos, um barrete de Pai Natal, um telemóvel a tirar fotos e montes de gargalhadas!

Feliz Natal a todos!
Maxi! Chega de beijocas vamos tirar uma foto gira para desejar as boas festas à tua família!
o que é isto?
Vocês Pet sitters são tontinhas não são?
O que eu tenho de aturar... 
Vá tou lindo! ho ho ho podemos seguir caminho?
Elas não desistem! Mulheres!...
A culpa é minha.. sou muita giro!!  Feliz Natal a todos!!




14/12/14

Mais cachorros na companhia da Em nome do Cão, no Qura

Se socializar com pessoas é algo fundamental e tenho trabalhado isso com a Pepita, tão importante é fazer o mesmo  com cães.

Os cachorrinhos quando estão com os irmãos aprendem a medir a força com que mordem. Se ao brincar mordiscam com mais força e magoam o irmão, gane, interrompe a brincadeira e afasta-se. Isto é extremamente importante para que os cachorros aprendam a controlar a força com que mordiscam, desenvolvendo aquilo que se chama inibição de mordida.

Inibição de mordida é das coisas mais importantes que um cão deve aprender em cachorro. Um cão que aprendeu a inibir a sua mordida vai saber controlar a força com que fecha a sua mandíbula quando morde. Isto, como calculam faz toda diferença numa situação que o leve a morder em adulto, provocando ou não "estragos", magoando, ou não, de forma séria.

Por esta razão não se deve retirar o cachorro de ao pé da mãe e dos irmãos antes das 8 semanas, uma vez que durante este período os cachorros desenvolvem a sua inibição de mordida. E pelo facto desta capacidade de inibir a mordida ser algo tão importante na vida de um cão devemos dar continuidade a esta aprendizagem, promovendo o encontro com outros cães.

Por esta razão, quando a Joana Sousa da Em Nome do Cão, me falou de passar no QURA na sua aula com cachorros não  pensei duas vezes! 

Estas oportunidades são fundamentais para dar continuidade ao desenvolvimento da inibição de mordida, mas também para que os cachorros tenham a oportunidade de aprender brincando. Num espaço seguro e em segurança, promovemos interações supervisionadas, de forma a que eles tenham oportunidade de interagir e desenvolver a sua linguagem canina. 

Há cachorros mais tímidos e outros mais brutos e mais "bully", contudo, todos eles têm de aprender a interagir e comunicar. Por outro lado, e pensando na minha Pepita, é importante que ela, tal como os outros cães na verdade, conheça outros cães de todos os tamanhos e feitios. Ou seja, tal como um cão pequeno tem de conhecer e saber interagir com um cão grande, um cão grande tem de saber interagir com cães pequeninos.

Outra coisa a salientar é que a interacção entre cachorros nada tem a ver com a interacção entre cachorros e cães adultos. Façam o paralelismo entre crianças e adultos. Quem cresceu com irmãos, ou tem filhos sabe como eles interagem e comunicam. Uma criança se puxa o cabelo com demasiada força noutra, ou da um pontapé provoca, se calhar uma brincadeira parva e quando doi uma berraria ou choro ou leva um puxão de cabelo ou pontapé  com mais força. Em ambas as situações a brincadeira divertida acaba. Se uma criança chegar ao pé de um adulto e lhe der um puxão de cabelo ou um pontapé a reação não será a mesma.... O mesmo se passa com os cachorros que para estarem a brincar aprendem até onde podem ir.

Este dia descobri que a Pepita embora pequena é destemida junto aos cães grandes, estiveram a interagir de forma muito bonita e pacífica. Ainda assim, quando se atreveu a dar uma trinca mais forte ao Jimmy, levou logo resposta, ela ganiu e afastaram-se. 

Living and learning Pepita my love!

Tenha sempre a atenção a interação do seu cachorro com outros cães. Não permita bullying não proteja em demasia. Procure aulas de cachorros. São essenciais.


Obrigada à Joana pelo convite e por estas fotos maravilhosas da minha miúda <3





10/12/14

Sociabilizar, Sociabilizar, Sociabilizar!

Para uma correcta sociabilização de um cachorro é fundamental que ele seja exposto a uma panóplia de estímulos diferentes que irá encontrar na sua vida em adulto. 

Interações seguras, uma vez que o plano  de vacinação ainda não está completo mas imprescindíveis para um cachorro que queremos que cresça equilibrado e saudável. 

Nada como aproveitar as manhãs de inverno para sociabilizar a minha Pepita! 
Estivemos várias vezes no Estádio Universitário e foi óptimo tudo o que vimos em passeio ao colinho da mãe: 

- homens, mulheres e crianças
- pessoas altas, baixas, magras e gordas
- homens de barba
- pessoas com óculos escuros
- pessoas com gorros, chapéus, bonés, capuzes e fitas na cabeça
- pessoas com fatiotas coloridas e cores berrantes
- pessoas a andar ou a correr
- bicicletas a passar
- pessoas a passear ou a correr com os seus cães.
- pessoas a jogar basquete, ou futebol, com gritos de entusiasmo, barulhos próprios dos jogos
- vimos e ouvimos ainda carros e motas, e o trânsito da segunda-circular! 

Ufa! Um sem fim de coisas para ver! 
Foi simplesmente maravilhoso. 

O Dr. Ian Dunbar diz que temos de conhecer 100 pessoas e 100 cães diferentes para uma correcta sociabilização de um cachorro. Uma vez que temos saído para alguns passeios assim, as 100 pessoas diferentes já conhecemos de certeza :) yay!

Até porque há muita gente que não resiste em vir cumprimentar um cão bebé. Eu não consigo resistir? Vcs conseguem? 

Se tiverem um cachorro não descurem a sua correcta sociabilização, para além de divertido só lhe faz bem! 

Pessoas a correr com correr, com os mais diversos acessórios e cores

Bicicletas a passar!

mais cães! é sempre bom ver cães e outros bichos!

Pepita a comer da minha mão, enquanto assistimos a um jogo de basquete. Associações positivas durante a aprendizagem.
Cara de sono da pepita após uma manhã a conhecer coisas novas <3

09/12/14

A minha cozinha virou parque-infantil

Entreter um cachorro para que gaste energia e aprenda brincando fez da minha cozinha um verdadeiro parque-infantil! Tento que todos os dias tenha experiências diferentes, varie brinquedos e vá explorando o mundo que a rodeia! :)
Vejam algumas brincadeiras e desafios que tenho proprcinado à minha pequenita!




08/12/14

Aulas de cachorros na IAAD

Aulas de cachorros são fundamentais para prepara-los para a sua vida futura e fazem toda a diferença!
Costumo aconselhar imenso estas aulas aos tutores que me contactam na trela a pedir passeios aos seus cachorrinhos.

Desta vez, foi a vez da Pepita ir às aulas!
Conhecer cães diferentes e experimentar coisas novas. como subir para aquela almofada diferente. Sempre de forma segura, gradual e sobretudo uma experiência positiva para a Pepita. Adorámos!!!

Fiquem a conhecer melhor a importância destas aulas no vídeo que partilho em baixo e se tem um cachorrinho não pense duas vezes em inscrevê-lo!






07/12/14

Obrigada Dr. Ian Dunbar!

Quando escrevi o post "livro de instruções para cães" sabia que podia ajudar muita gente, porque os livros são fantásticos! Explicam tim-tim por tim-tim o que um dono tem de fazer com um cachorro!

Mas hoje com uma Pepita de 8 semanas nas mãos só posso agradecer ao Dr. Dunbar por ter escrito estes livros.

Acordar de madrugada (às vezes mais que uma vez) para levar a Pepita ao wc custa. Mas em poucos dias ela aprendeu onde é para fazer o xixi. Claro que ainda há um xixi ou outro fora do sítio quando está distraída na brincadeira, mas ainda assim estou fascinada como aprendeu logo!!

Ir trabalhar durante a semana e ficar a pensar constantemente: "o que estará ela a fazer?", custa sim senhor... Mas chegar a casa e deparar-me com este quadro é o melhor reforço positivo que posso pedir. Depois de uma manhã sozinha, encontro a Pepita a dormir na sua crate tranquila, brincou com os brinquedos que lhe deixei, inclusive os de comida dada a ração espalhada e não tenho um único estrago ou xixi fora do sitio! Ah! e um cocó na wc também! Sou uma mãe muito orgulhosa!!!

Está certo que nem todos os cachorros são iguais e que está minha Pepita ainda é muito bebé. Mas seguir instrucões e gerir o espaço dela faz toda a diferença!! 

Obrigada Dr. Ian Dunbar!

06/12/14

E nada será como dantes!

E chega o dia em que vamos buscar o cachorro que sabemos que nos vai mudar a nossa vida daqui em diante.

Antes de a ir buscar senti borboletas na barriga, uma ansiedade terrivel que contou impacientemente as horas e os dias. Uma vez juntas, percebi desde logo que esta minha Pepita vai ser especial (deve ser isto que as mães sentem, suponho!). Vou-lhe ensinar muitas coisas agora que ela é bebé e ela vai-me ensinar um milhão de outras coisas também!

Como é possível um bichinho de 1,6kgs, 8 semanas, tão doce quanto eléctrico (até ao momento que cai para o lado para dormir uma bela soneca para carregar baterias) encher-nos o coração e a vida de forma tão plena e feliz!!

A melhor homenagem que posso dar a minha Pixie é dar a possibilidade a esta pequenita de ser feliz como ela foi e fazer com ela as milhares de coisas que aprendi com a Pixie e que não pude fazer com ela em cachorra.

Pepita: temos um mundo para explorar juntas! Hey Ho Let's go!














05/12/14

Meet Pepita!!

Ando com mil palavras lindas na cabeça para partilhar convosco num post mas os dias passam e com uma cachorrinha fofa eu quero tudo menos estar no computador!

Conheçam a minha Pepita! A minha nova filhota que me devolveu uma alegria gigante estes últimos dias. 

Vou partilhar convosco o seu crescimento e tudo o que vamos descobrir juntas! 

Não podia estar mais feliz e apaixonada! ...e estou com um sorriso encravado! 

Life is so much better with a Dog!! ❤️


13/11/14

E quando chove? Também passeiam?

Quantas vezes já nos fizeram esta pergunta!!
Sim. Quando chove também passeamos. 


Quando chove muito, mais ou menos ou chuvinha miudinha . Quando chove granizo, quando chove com frio e vento. Quando nem se quer apetece aos cães sair para a rua. Ou quando lhes apetece saltar nas poças e felizmente levámos as galochas!

Não só quando chove, mas também quando faz um frio de rachar e achamos que somos os únicos doidos a andar na rua todos encasacados com gorro, luvas e cachecol só com os olhos de fora!

Quando faz nevoeiro e não vemos o fim-da rua ou quando faz calor que não se aguenta e passeamos os cães pela sombra. 

Isto seja de manhã cedo, a meio do dia ou de noite. Durante a semana ou fim-de-semana, feriados.

Há quem diga que é espectacular andar por aí a passear cães. É sim! sem qualquer margem de dúvida! Mas sai-nos do pêlo! E tem dias (como hoje que choveu imenso) que não é assim tão  espectacular andar a passear cães.. muito melhor na bonança após a tempestade!

Há quem valorize a nossa disponibilidade, há quem não tenha a mínima ideia do que é ser Dog Walker 365 dias por ano, durante as 4 estações!

Tenho a sorte de ter uma equipa que maravilhosa, que está disponível para todos os passeios e visitas que conseguimos assegurar. Faça chuva ou faça sol. Seja de manhã cedo ou de noite para os passeios do xixi-cama. A andar de um lado para o outro a fazer passeios por Lisboa de manhã a noite.

Ficamos felizes porque sentimos que fazemos a diferença na vida do cão que passeamos mas também na sua família. 

A toda a equipa da trela: muito obrigada! São muito corajosas. sempre! (Equipem-se bem que não vos quero doentes!) 

São Pedro costuma ser amigo da Trela e normalmente há uma aberta quando saímos com os cães à rua, mas quando os passeios são muitos... Nesse dia alguns acabam abençoados... 

Vamos continuar a agradecer as abertas.
Ninguém gosta de cheiro a cão molhado em casa, ou de pés e roupa ensopada e desconfortável!
Atchim!

Num passeio à noite num dia frio e de chuvinha-chata!

12/11/14

Sushi Love

Na vida nada acontece por acaso e se não fosse a Pixie não teria criado a minha Trela e Companhia. 
Sem a trela nunca teria conhecido o Sushi, nem a família maravilhosa do Sushi. Por famílias e cães assim lá vou mantendo a trela sempre super activa por carolice, mesmo cansada depois do trabalho e aos fins-de-semana.

E quando lidava com o vazio de chegar a casa e não ter cão, voltaram-me a ligar a pedir ajuda com passeios. Tenho feito uma Sushi-terapia diária. Nunca mais falo (muito) mal dos labradores porque fui conquistada por um. Gosto do Sushi como se fosse meu. E na verdade nestes meses o Sushi tem sido o "meu" cão emprestado. 

Nós não pedimos, eles dão. E dão muito! Ao Sushi dou mimo de coração cheio e mãos largas! Ele escolhe por onde quer passear, em que elevador quer andar... Eu deixo. Porque não? 
Chego a conclusão que as pet sitters são como os avós. Não estamos ali para educar. Mas sim para cuidar e dar mimo! Não há mimo a mais para os cães. Eles merecem todo o amor e carinho deste mundo. Quem disser o contrário, para mim, não gosta ou não entende verdadeiramente os cães. 

Há alguns cães que não precisam de falar. A Pixie era assim e com o Sushi é a mesma coisa. É daqueles cães que falam. E conversamos muito. 

Sushi love, não há cães perfeitos, não há cães iguais, mas há cães únicos e maravilhosos e tu és um deles. Amanhã há mais e vou de galochas para irmos surfar nas poças de água. 

09/11/14

Boas notícias! O Rudi foi adoptado!!

Fiquei tão contente com a notícia!! 
Que boa notícia acordar a um domingo e ver na internet qeu o Rudi que passeámos em tempos foi adoptado!! :)

Que sejas muito feliz na tua nova casa!

04/11/14

Coockie, Xica e Mimi

Ainda não tinha conseguido apresentar estas nossas queridas amiguinhas fofinhas que tanta companhia receberam já da trela nas nossas Visitas. Gatas super bem-dispostas, meigas e bem comportadas! Estão sempre à porta para nos cumprimentar quando chegamos, nunca desarrumam nada para além dos brinquedos delas e estão sempre prontas para a brincadeira e para o miminho.

Com muita tristeza a doce Mimi deixou-nos este ano. Um doce de gata que tomava os seus comprimidos com biscoitos. tão boazinha! <3

Continuamos a visitar a Xica e a Coockie e a dar-lhe os mimos que tanto merecem, como abrir a torneira para beberem água corrente, ou ver se há brinquedos escondidos debaixo da cama e móveis para continuarem a brincar.

Mimi <3

Coockie

Xica

hora da paparoca!


21/10/14

O Bem-estar Animal nas Intervenções Assistidas com Animais (IAA)

Fala-se cada vez mais em Intervenções Assistidas com Animais (IAA) e todos nos enternecemos com a capacidade que os animais têm para desbloquear algumas situações, arrancar-nos sorrisos e derreter o nosso coroção.

Mas será que com o aumento sa oferta nesta área temos sempre em conta o bem-estar do animal? Pessoalmente, fico sempre desconfiada porque acho que não é fácil fazer este trabalho e é preciso conhecer bem os animais e respeita-los. Não basta juntar um cão meiguinho e fofinho a um profissional de terapias e temos tudo para fazer Intervenções Assistidas com Animais... Por isso Gostei tanto de ouvir o Pedro Rosa no IV Congresso da PSIanimal, e partilho convosco as respostas às perguntas que lhe fizemos.

Porque é importante ter em consideração o bem-estar do animal em Intervenções Assistidas com Animais (IAA)?

Uma vez que as IAA são, por definição, desenvolvidas com o recurso a um ou mais animais, é fundamental vê-lo(s) para lá da sua utilidade, da sua instrumentalização e dos papéis que possam desempenhar junto das pessoas na concretização de objectivos que, desde logo, são nossos... não deles.

Para que se possa encarar esta prática do ponto de vista ético, importa entender o animal como um ser senciente, isto é, com capacidade de experienciar prazer, mas também ansiedade ou frustração, com necessidades e motivações próprias. É, por isso, da responsabilidade do tutor do animal em contexto de sessões:

 1) Assegurar todas as suas necessidades
 2) Garantir que este está adequadamente treinado e preparado para a prática de IAA
 3) Minimizar quaisquer impactos negativos que possam advir das dinâmicas programadas para as sessões
4) Potenciar experiências positivas ao animal que promovam o seu bem-estar antes, durante e depois das intervenções

O desrespeito pelo bem-estar de um animal de IAA pode ter consequências não só para este, mas também para os restantes intervenientes. O animal pode responder negativamente perante situações de ansiedade e stress, sendo directamente prejudicado, e/ou dirigir o seu comportamento de forma desadequada aos que o rodeiam.

Mais do que uma preocupação, o bem-estar animal nas Intervenções Assistidas, deve ser entendido como um requisito elementar para a sua prática. Só um animal em boa condição física e mental está à altura das exigências dos comandos e comportamentos que lhe são pedidos pelos técnicos/tutores e, consequentemente, ser uma mais-valia na concretização dos seus objectivos. Garantir o bem-estar animal é, por isso também, assegurar a (boa) prática das IAA.  

Como identificar os sinais de stress num cão? O que fazer nestas alturas?

Os sinais de stress num animal podem ser muito diversos e nem sempre perceptíveis a um olhar menos atento ou treinado. No entanto há sinais comuns que o cão nos dá, fáceis e claros de identificar, quando é confrontado com situações que são para si menos confortáveis ou adversas. Pela facilidade de observação, destacaria o desvio do olhar do animal perante situações, pessoas ou objectos, a sua saída espontânea do local onde a acção se possa estar a dar, o arfar excessivo, a vocalização, o coçar e/ou o lamber do nariz.

Para além destas, há muitas outras que podem ser aprofundadas pelos profissionais e entusiastas das IAA através da pesquisa por indicadores comportamentais de stress em cães.
Sinalizados um ou mais comportamentos desta natureza, é importante perceber o que está a causar desconforto ao cão e não forçá-lo a dar respostas a mais comandos nessas condições. É o tutor que deve mudar o comportamento perante o cão e não o contrário.

É fundamental entender as intervenções sobre a perspectiva do animal e considerá-lo com base na sua individualidade, procurando conhecê-lo sempre melhor, e entender os sinais que nos transmite, uma vez que cada cão é um cão com as suas capacidades, limitações e motivações próprias.
Mais do que remediar, diria que é urgente prevenir e, para tal, só um treino adequado às necessidades do animal e especificamente definido para Intervenções Assistidas, aliado a um tutor responsável, pode garantir um cão saudável física e mentalmente.

A oferta aumentou nesta área. Como posso assegurar a escolha de um profissional para realizar uma actividade em segurança?

Uma vez que este tipo de serviço não está ainda enquadrado na Lei portuguesa, nem existe por cá certificação de técnicos para o efeito, a escolha do profissional de IAA pode ser efectivamente um desafio e deve ser naturalmente ponderada e estudada para que se possa usufruir de um trabalho credível, realizado por pessoas sérias e bem formadas para o efeito.

É importante desde logo esclarecer que ser treinador canino não chega e que esse não é mesmo sequer um requisito para o efeito. Importa sim, desde logo, apurar qual o tipo de treino de base tem o cão e o próprio o técnico de IAA. Como tal, deverá ser do conhecimento dos clientes que, infelizmente, existem muitos cães treinados sob métodos aversivos baseados no medo, totalmente desadequados para a prática de IAA - e não só - e para o próprio bem-estar do animal e, por outro lado, existem métodos de treino positivos em que apenas é potenciada a pré-disposição do animal para aprender novos comportamentos, respeitando e condicionando a sua própria motivação sem o forçar a dar quaisquer respostas comportamentais.

Para além do tipo de treino, lembraria que as Intervenções Assistidas por Animais são práticas que incidem fundamentalmente nas áreas da saúde e da educação, pelo que é desde logo pertinente que a pessoa que presta este serviço tenha formação profissional adequada e correspondente ao trabalho que poderá desenvolver, seja no domínio da psicologia, saúde mental, educação, fisioterapia, motricidade, entre outras. Assim, e em função dos objectivos pretendidos, o cliente deverá procurar um profissional competente no domínio em que possa vir a intervir. As formações em Intervenções Assistidas por Animais e as bases de formação anteriormente referidas deverão ser complementares e não valer por si, isoladas.

Outro factor que pode ser um bom indicador da prática de IAA é a presença ou não de um guia, isto é, de um tutor que se dedique apenas ao animal durante as intervenções. Deste modo, o ideal é que exista uma pessoa responsável pelo cliente ou clientes em sessão, e outra que faça a gestão do cão, na concretização de um trabalho personalizado, seguro e adequado às necessidades de todos os intervenientes.

Estes factores podem ajudar na escolha, sendo da responsabilidade do cliente colocar todas as questões que considere pertinentes. Para as pessoas interessadas que procurem profissionais na área deixo por isso a sugestão:


Se não gostar da abordagem e/ou sentir constrangimentos por parte do(s) técnico(s) em responder às suas perguntas sobre tipos de treino, formações relativas às áreas de trabalho, métodos de trabalho uni ou multidisciplinar, bem-estar do cão e quaisquer outras que o(a) preocupem, não se limite a conhecer mais do que um tipo de trabalho. Um bom profissional responderá adequadamente e com segurança às suas dúvidas.


20/10/14

Treinar Gatos, Estimular Gatos, Ambientes Cat-friendly

No seguimento do IV Congresso da PSIanimal, achámos que teriamos de partilhar todos os que nos seguem o que ouvimos especialista em gatos, Sara Fragoso, falar no congresso.

Fala-se muito de Cães, de comportamento de cães... e então os gatos?
Fazemos tantos pet sittings de gatos e percebemos que ainda há um mundo por descobrir e para partilhar com todos os cat lovers!

Enriquecimento ambiental e estimulação mental para os nossos gatos? O que é isso e qual o objectivo?

O gato é cada vez mais a opção como animal de companhia, muito provavelmente devido ao estilo de vida que temos, sempre atarefados e cada vez mais a viver em apartamentos. Os gatos têm fama de serem autossuficientes e independentes, sendo por isso considerados uma boa opção como animais de companhia. Muitos consideram que água fresca, comida nutritiva e areão limpo são as condições necessárias para que tudo corra bem… ERRADO! Todos os animais (incluindo nós, humanos) necessitam de um ambiente estimulante que promova a sua atividade física e mental. Na perspetiva do gato que vive nos nossos lares, o ambiente em que se encontra é muitas vezes aborrecido, pois não têm quase nada para fazer. Caçar, lutar, acasalar, marcar território, interações sociais diversas, evitar situações perigosas, procurar locais para descanso… entre outras atividades, ocupam o dia de um gato em liberdade! 

Como resultado de um ambiente pobre, muitos gatos podem desenvolver problemas de saúde, como o aumento de peso, e problemas de comportamento, como arranhar o sofá, miados intensos e constantes, “caçar” pernas, urinar e defecar no local errado… No entanto, muitos destes comportamentos apesar de não agradarem ao tutor são perfeitamente normais, como é o caso de arranhar o sofá. Torna-se então evidente a importância de adaptar o ambiente dos nossos lares às características e necessidades do gato. 

O Enriquecimento Ambiental (EA) pode dar a resposta necessária. O EA refere-se a objetos ou situação que proporcionamos aos nossos gatos para que possam manifestar comportamentos naturais da espécie. Ambientes enriquecidos promovem o desenvolvimento sensorial e motor, estimulam a aprendizagem e promovem o Bem-estar, evitando problemas comportamentais que em situações de intolerância por parte do tutor levam ao abandono e eutanásia. O EA é uma forma de prevenir e resolver problemas comportamentais. Voltando ao exemplo do sofá. Ninguém gosta de ver o sofá estragado, mas é normal e importante (é um comportamento de marcação com a função de comunicar) para o gato poder manifestar este comportamento. Para resolver esta questão e ficarem todos satisfeitos, devemos dar ao gato uma alternativa e colocar um arranhador onde possa fazer a marcação. Desta forma o comportamento natural, que constitui uma necessidade comportamental, irá continuar a ser manifestado mas dirigido a um alvo adequado, tornando-se em algo aceitável por parte do tutor.

As estratégias de enriquecimento ambiental utilizadas para implementar estas alterações, podem ser bastante diversas e, na maior parte dos casos, não exigem um investimento económico e são relativamente fáceis de executar. Obviamente que a escolha dos itens a utilizar ou dos desafios apresentados dependem das particularidades do gato em questão, tais como idade, experiências anteriores, estado de saúde e preferências individuais. 

Que dicas podemos dar aos donos para tornar a nossa casa mais acolhedora para os nossos gatos (mais cat-friendly)?

Tal como nós temos a nossa casa organizada por zonas os nossos gatos também precisam de ter um território organizado segundo os seus padrões. Partilhamos a casa com eles, mas algumas necessidades são diferentes das nossas e a forma como olham o mundo é também distinta. O que fazer? O segredo é tentar olhar para a nossa casa na perspectiva do próprio gato. A nossa casa é o território do gato! Será que a forma como organizamos os seus recursos faz sentido? Provavelmente não. Tal como nós o gato precisa de zonas de descanso, zonas de lazer, zonas para comer, zonas para beber, zonas para urinar e defecar. É desta forma que organiza o seu espaço quando se encontra em liberdade. Em nossa casa, acontece com bastante frequência estas zonas estarem extremamente próximas (água, comida, caixa de areia e cama lado a lado) o que gera stress e leva o gato a procurar outras zonas para manifestar alguns comportamentos (por exemplo, se a cama está próxima da caixa de areia, pode levar o gato a urinar no tapete da divisão ao lado!). Distribuir os recursos pela casa é importante. A localização dos recursos também pode ser um problema. Devem estar em sítios calmos em que os gato se sinta confortável. Por exemplo, um gato pode não utilizar a caixa de areia porque esta se encontra junto à máquina de lavar roupa. É suficiente que algumas vezes que procura caixa de areia se assuste com o ruído da máquina e evite lá voltar. Urinar noutro local da casa vai ser provavelmente o resultado da má localização.

O número de possibilidades e forma de apresentação dos recursos são outros factores a ter em conta. Quanto ao número de possibilidades (comedouros, bebedouros, caixas de areia, etc), é importante dar alternativas ao gato em situações de conflito/receio para o caso de haver alguma coisa que impossibilite acesso a determinado recurso. Esta situação é frequente em casas com mais do que um gato, em que um deles pode impedir o acesso de outro à caixa de areia. Por este motivo aconselha-se que o número de caixas de areia seja igual ao nº de gato + 1 (isto é, se tiver 2 gatos, aconselham-se 3 caixas) e que sejam colocadas em locais diferentes. No que toca à forma de apresentação, podemos referir a comida e a água. A comida em vez de ser colocada numa taça pode ser dada num dispensador de comida ou através de um jogo (jogos cognitivos onde têm que ultrapassar um desafio para conseguir comida). Desta forma para além de terem acesso a comida, estão a ser estimulados mentalmente e fisicamente, o que, entre outras coisas, poderá satisfazer o comportamento natural de caça. Água parada ou corrente? Muitos gatos preferem água corrente em vez da que é oferecida numa taça. Essa preferência é muitas vezes manifestada pelos pedidos incessantes dirigidos aos donos para lhes darem água no lavatório do wc, banheira, pia da cozinha… Um alternativa é a fonte de água. Desta forma têm acesso a água corrente e promove-se a ingestão de água, que tantas vezes é motivo de preocupação uma vez que a ingestão reduzida está relacionada com problemas orgânicos, como problemas renais.  

“Sim, o meu gato tem brinquedos.” “Sim, tem arranhadores à disposição.” Na perspectiva do dono estes recursos estão disponíveis, e para o gato? Disponibilidade não significa que estão a ser utilizados e se não estão quer dizer que não cumprem a sua função. Garantir que o gato brinca com determinado objeto e que mantém o interesse é fundamental. Uma estratégia muito simples é deixar os brinquedos em locais definidos e verificar se estão noutro sitio… se assim for quer dizer que esteve a brincar. Para manter o interesse podemos utilizar uma estratégia que muitos pais utilizam com os seus filhos. Ter uma caixa para os brinquedos e fazer a gestão dos brinquedos, apresentando apenas alguns de cada vez e ir trocando com que estão na caixa. Para além da brincadeira solitária também devemos estimular a brincadeira social. Fazê-los correr atrás de bolas que tiramos ou de penas/fitas que agitamos são duas possibilidades eficazes e económicas. No que se refere ao arranhador, também não é suficiente existir um em casa. Colocar o arranhador em zonas com significado social (por exemplo, junto aos sofás, pois é um local onde normalmente se recebem as visitas que trazem odores estranhos ao ambiente do gato) e junto a zonas de descanso são normalmente as preferidas pelo gato.

Destaca-se ainda a importância de uma zona segura. É um local tranquilo que o gato pode utilizar sempre que quiser, especialmente quando tem medo ou está desconfortável com determinado estímulo. Exemplo disso é o gato que não aprecia determinadas visitas. Sempre que aparecem deve ter a possibilidade de se refugiar. Assim evitam-se situações de stress intenso para o gato e a possível manifestação de comportamentos indesejados, como agressividade por medo. Quem define se um local é uma zona segura é SEMPRE o gato! A possibilidade de explorar o ambiente na vertical é muito significativa para a gestão de stress de um gato. Sendo por natureza predador e presa, em situações de conflito/medo o gato tende a procurar locais mais elevados para se sentir seguro… das alturas consegue controlar melhor os estímulos que PERCECIONA como ameaçadores!    

Treinar gatos é possível. Em que situações pode ser fundamental treinar o nosso gato?

É possível treinar um gato? Para quê treinar um gato? Apesar de ainda pouco utilizado em gatos, o treino positivo, é possível e importante. Têm capacidade de aprender, só temos que conhecer o seu comportamento e aquilo que pode ser utilizado para os motivar a trabalhar – o reforço. Torna-se portanto essencial o conhecimento dos princípios básicos da aprendizagem e aquilo que os motiva. Nada de excepcional… o mesmo se passa com as outras espécies! 

Treinar um gato é muito mais do que conseguir que faça alguns truques, é uma forma de Enriquecimento Ambiental que promove interacção social connosco, importante para conhecermos melhor o nosso companheiro e ele nos conhecer a nós (o treino exige observação e comunicação de ambas as partes). Este aspecto torna-se ainda mais importante quando estamos a trabalhar com uma espécie que é tão subtil na sua comunicação, como é o caso do gato.
É divertido para nós e para o gato e ajuda ainda a prevenir problemas comportamentais, muitas vezes resultantes de frustração e falta de actividade, podendo também ser útil no estabelecimento de rotinas desejáveis. Recomendo vivamente!

Por outro lado, se houver algum problema comportamental, pode ser uma ferramenta de extrema utilidade para alterar a situação. Comportamentos como agressividade, eliminação inapropriada, mobília arranhada estão entre as principais queixas. Diferentes estratégias podem ser utilizadas de forma concertada na modificação comportamental para resolução do problema. O treino integrado num plano de modificação comportamental pode trazer diversas vantagens. Entre elas destaca-se a possibilidade de promover o autocontrolo e a utilização de comportamentos aprendidos como ferramenta, na medida em que em determinada situação se pode pedir um comportamento aprendido em substituição do comportamento não desejado. Pode ainda ser usado como um instrumento de “recuperação” de animais de centros de recolha de forma a torná-los mais calmos e meigos e, desta forma, mais “adoptáveis”, aumentando simultaneamente a probabilidade de uma adopção bem sucedida. Todas as valências do treino acima referidas podem ser resumidas na grande vantagem do treino em contribuir para o Bem-estar do gato.


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Gato: Fugas, 2014 (Canil Municipal de Sintra)
O Fugas faz vários comportamentos quando é pedido. Neste caso foi-lhe pedido um senta.
Foto: Bárbara Noriega